EUA retiram lista recém-atualizada de empresas que supostamente auxiliam Forças Armadas da China
Os Estados Unidos retiraram uma lista atualizada de empresas chinesas que teriam supostamente auxiliado as Forças Armadas de Pequim logo após sua publicação nesta sexta-feira, com a adição de algumas das maiores empresas da China como Alibaba e Baidu.
O link para o Registro Federal do governo dos EUA, onde a lista 1260H do Pentágono havia sido publicada, foi substituído por um aviso de "retirada" cerca de uma hora após a publicação.
"Uma carta da agência solicitando a retirada deste documento foi recebida após a colocação em inspeção pública", publicou o Registro Federal em uma nota, sem fornecer um motivo.
O Pentágono não pôde ser contatado imediatamente para comentar o assunto.
Embora a lista não imponha formalmente sanções às empresas chinesas, de acordo com uma nova lei, o departamento será impedido nos próximos anos de contratar e adquirir produtos de empresas incluídas na lista.
A atualização da lista pode contrariar Pequim após a trégua comercial alcançada por Xi Jinping, da China, e Donald Trump, presidente dos EUA, em outubro. Trump deve viajar para a China em abril, embora as datas exatas da visita ainda não tenham sido definidas.
Outras adições à lista nesta sexta-feira incluíram a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a empresa de tecnologia robótica baseada em IA RoboSense Technology Co Ltd, enquanto a fabricante de chips de memória YMTC foi removida.
A inclusão na lista envia uma mensagem aos fornecedores do Pentágono e outras agências governamentais dos EUA sobre a opinião das Forças Armadas dos EUA sobre as empresas. Algumas delas processaram os EUA por sua inclusão.
Um porta-voz da Alibaba disse que não havia base para sua inclusão e ameaçou entrar com uma ação judicial.
"A Alibaba não é uma empresa militar chinesa nem faz parte de qualquer estratégia de fusão militar-civil."
A lista já inclui grandes empresas chinesas, como a Tencent Holdings, uma das maiores empresas de tecnologia da China, e a CATL, uma grande fabricante de baterias para a indústria de veículos elétricos.