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América Latina

Venezuela confirma autenticidade de corpo de Simon Bolívar

25 jul 2011 - 16h54
(atualizado às 17h07)
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Os restos mortais guardados pelo Panteão Nacional da Venezuela são mesmo de Simón Bolívar, mas as causas de sua morte seguem indefinidas, informou nesta segunda-feira o vice-presidente venezuelano, Elías Jaua, ao divulgar os resultados obtidos por uma equipe multidisciplinar focada no assunto.

"Por fim podemos dizer com plena certeza: aí está Bolívar", disse o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em uma declaração concedida por telefone no ato em que foram apresentados os resultados dos estudos promovidos pela Comissão Presidencial para determinar a autenticidade e as causas da morte do libertador e garantir a preservação de seus restos mortais.

Antes de Chávez dar suas declarações, ao ler uma síntese do relatório, Jaua havia indicado que os especialistas tinham concluído que "os restos mortais estudados e que repousam no Panteão Nacional pertencem a Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar y Palacios, o libertador da América do Sul".

O vice-presidente destacou que em janeiro de 2008 foram iniciados os trabalhos preparatórios para a abertura do sarcófago e da urna de chumbo na qual estão os restos mortais, o que aconteceu em julho do ano passado.

A partir daí foram realizados estudos "com as técnicas e procedimentos mais avançados desta época", afirmou Jaua ao se referir à equipe designada para investigação que teve apoio de especialistas da Universidade de Granada (Espanha).

No estudo, foi comprovado que os restos mortais correspondem a um homem de 47 anos, 1,65 m, de tipologia racial mestiça com "prioridade caucasoide", magro e forte, com cabelo ondulado e fino.

No entanto, a certeza sobre a identidade do corpo foi confrontada com a dúvida sobre as causas de sua morte, tradicionalmente atribuída a uma tuberculose, embora não faltem especulações sobre um assassinato.

"Continuaremos trabalhando com as amostras que temos para identificar as causas da morte. Pessoalmente - e falo por mim -, mais do que certezas restam dúvidas sobre as causas da morte do libertador", disse Jaua.

Segundo o vice-presidente, na pesquisa histórica não foi possível estabelecer a causa da morte e nos ossos de Bolívar não foram encontrados rastros de tuberculose crônica, embora não seja descartada uma "tuberculose sistêmica muito mais violenta" que não tenha chegado a penetrar nas partes ósseas.

Bolívar nasceu em Caracas em 24 de julho de 1783 e morreu em 17 de dezembro de 1830 na cidade de Santa Marta, na Colômbia.

EFE   
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