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América Latina

Toledo: Peru não pode se deixar contagiar por vírus da esquerda

10 abr 2011 - 15h43
(atualizado às 18h01)
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O ex-presidente e candidato à presidência do Peru Alejandro Toledo disse que o país "não pode se deixar contagiar pelo vírus perverso" da esquerda e assinalou que sua plataforma de governo oferece "uma mudança com experiência".

O candidato presidencial e ex-presidente Alejandro Toledo concede entrevista coletiva em Lima
O candidato presidencial e ex-presidente Alejandro Toledo concede entrevista coletiva em Lima
Foto: Reuters

"O Peru não pode deixar contagiar pelo vírus perverso de (Hugo) Chávez, de Evo Morales, de Daniel Ortega, e o Peru precisa continuar crescendo, e dar um caráter social ao crescimento, Nós propomos uma mudança com experiência", disse Toledo, em entrevista exibida neste domingo pela emissora de televisão Univisión.

Toledo, candidato da chapa Peru Possível, reiterou, como tem feito em cada aparição pública, sua advertência sobre o risco de o país "regressar ao passado" ao eleger um candidato com afinidades com os presidentes de Venezuela, Bolívia e Nicarágua, que, segundo ele, são antidemocráticos.

Quase 20 milhões de peruanos vão hoje às urnas para eleger o sucessor do presidente Alan García, dois vice-presidentes, 130 congressistas e 15 representantes para o Parlamento Andino (cinco titulares e dez suplentes). Segundo as projeções, o nacionalista Ollanta Humala disputará o segundo turno no dia 5 de junho com o candidato que alcançar o segundo lugar, disputado pela deputada Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, e pelo economista Pedro Kucynski.

"Os peruanos decidirão entre dois rumos de governo: ou o Peru retorna ao passado obscuro dos anos 1990 com Fujimori, com a corrupção, com a violência contra os direitos humanos, ou dá um salto para o vazio da incerteza, com estatização e mudança da Constituição como propõe Ollanta Humala", afirmou Toledo.

Toledo disse que "votar por Humala significa estatização" e citou como exemplo que o adversário defende mudanças na Constituição, nacionalização de certas empresas estratégicas e controle dos meios de comunicação mediante impostos e mais regulações.

Por outro lado, considerou "absolutamente absurdo" que exista um "pacto" com García para que este se mantenha no poder e que "suas firmes discrepâncias programáticas" com o presidente são de conhecimento público. "Nós, candidatos com firmes convicções democráticas, temos a responsabilidade de sentarmos à mesa e buscar uma estratégia para impedir que a democracia caia em risco", disse Toledo.

Ele negou que tenha problemas com álcool e que esse é um "argumento descabido e até impertinente" com o único objetivo de manchar sua imagem.Perguntado sobre o peso do votos dos peruanos no exterior - cerca de 750 mil -, Toledo disse que eles "desempenham um papel crucial", que, numa disputa tão acirrada, "pode definir a balança".

EFE   
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