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Vargas Llosa: chavismo desaparecerá pela realidade da Venezuela

10 mar 2013 14h46
| atualizado às 15h46
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O escritor peruano Mario Vargas Llosa afirmou que a "revolução bolivariana" liderada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desaparecerá derrotada pela realidade do país, com altos índices de criminalidade e corrupção. Em coluna publicada neste domingo no jornal La República, Llosa diz que "esse híbrido ideológico que Hugo Chávez maquinou, chamado revolução bolivariana ou socialismo do século XXI, já começou a descompor-se".

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"E desaparecerá mais cedo que tarde, derrotado pela realidade concreta, a de uma Venezuela, o país potencialmente mais rico do mundo, a qual as políticas do caudilho deixam empobrecida, fraturada e inflamada, com a inflação, a criminalidade e a corrupção mais altas do continente", acrescentou o prêmio Nobel de Literatura de 2010.

O agraciado escritor assinalou em sua coluna intitulada "A morte do caudilho" que a morte de Chávez "põe um ponto de interrogação sobre essa política de intervencionismo no resto do continente latino-americano que, em um sonho megalômano característico dos caudilhos, o comandante morto se propunha a tornar socialista e bolivariano".

"O povo venezuelano parecia aceitar este fantástico desperdício contagiado pelo otimismo de seu caudilho, mas duvido que nem o mais fanático dos chavistas acredite agora que Nicolás Maduro (presidente interino) possa chegar a ser o próximo Simón Bolívar", apontou Vargas Llosa.

Na opinião do também comentarista político, "a grande tarefa da aliança opositora comandada por Henrique Capriles está em convencer esse povo que a democracia futura da Venezuela se livrará dessas taras que a afundaram".

EFE   
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