A morte de Hugo Chávez na terça-feira, aos 58 anos, marca o fim de um período de quase 14 anos nos quais o ex-coronel esteve à frente do país e promoveu inúmeras transformações - defendidas por seus simpatizantes e criticadas pelos opositores.
Confira aqui uma lista de cinco argumentos a favor e cinco contra Chávez.
1- Combate à desigualdade: Durante o período de Hugo Chávez na Presidência, de 1999 até 2013, a desigualdade na Venezuela caiu gradualmente, da mesma forma que ocorreu na maior parte da região. O país tem hoje a distribuição de renda mais igualitária da América Latina, medida pelo coeficiente Gini.
No ano passado, o coeficiente Gini da Venezuela (que varia entre 0, mais igualitário, a 1, mais desigual) ficou em 0,39. Para efeito de comparação, o coeficiente Gini do Brasil, o mais baixo desde que a desigualdade começou a ser medida, é de 0,52.
2- Atenção aos pobres: Hugo Chávez concentrou grande parte dos esforços de seus governos em programas de assistência aos pobres, além de promover as chamadas "missões" para combater problemas como o analfabetismo ou a mortalidade infantil. Segundo dados do Banco Mundial, a porcentagem de venezuelanos que vivem abaixo da linha de pobreza caiu de 62,1% em 2003 para 31,9% em 2011.
No campo da educação, os dados da Unesco mostram que a taxa de alfabetização, que em 1991 era de 89,8%, foi elevada a 95,5% em 2010, e a porcentagem de jovens frequentando o ensino secundário aumentou de 57%, em 1999, para 83% em 2010. A mortalidade infantil no país caiu de 20 por mil nascimentos vivos, em 1999, para 13 por mil nascimentos vivos em 2011, em grande parte por conta dos programas para melhorar o atendimento de saúde da população mais pobre.
3- Política externa: Para os simpatizantes de Chávez, um de seus maiores êxitos foi o de elevar a importância da Venezuela no cenário global e de reposicionar as relações internacionais do país. Com uma retórica fortemente anti-imperialista, Chávez rompeu a tradicional cordialidade nas relações da Venezuela com os Estados Unidos e apostou nas chamadas relações sul-sul, entre os países em desenvolvimento. Utilizando ofertas de petróleo a custo baixo como atrativo, Chávez conseguiu também angariar apoio internacional de vários países às suas ideias.
Multidão presta homenagens para Chávez em cortejo fúnebre:
Os opositores, porém, afirmam que o antagonismo com os Estados Unidos, maiores compradores do petróleo venezuelano, foi prejudicial ao país e questionam as alianças de Chávez com líderes como Saddam Hussein, na época que governava o Iraque, ou o atual presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, além de criticar uma suposta subordinação a Cuba.
4- Controle dos recursos naturais: Para os chavistas, até o fim dos anos 1990 a Venezuela desperdiçava o fato de ser um dos maiores produtores e exportadores de petróleo no mundo. Em seus primeiros anos de mandato, Chávez promulgou a nova lei de hidrocarbonetos, que estabeleceu o domínio do Estado venezuelano sobre os combustíveis fósseis e o limite de 49% para a propriedade privada em atividades para a extração de petróleo e gás. A partir de 2007, o governo venezuelano nacionalizou vários projetos ligados ao setor, de empresas como Exxon Mobil, ConocoPhillips e Total.
No período em que Chávez esteve à frente do governo venezuelano, a cotação internacional do petróleo passou de menos de US$ 20 para os atuais US$ 90, com altos e baixos pelo caminho - chegando a atingir a cotação de US$ 145, recorde histórico, em julho de 2008. O aumento na arrecadação advinda do aumento dos preços do petróleo ajudou Chávez a financiar seus principais programas sociais.
5- Carisma: Um dos maiores atributos de Hugo Chávez, reconhecido tanto pelos simpatizantes quanto pelos opositores, foi o seu carisma. Chávez também era considerado um bom comunicador, capaz de elaborar de improviso discursos que muitas vezes podiam durar horas. Aos domingos, estrelava sua própria atração na TV estatal, o Aló Presidente, no qual desfilava sua hiperatividade e mostrava aos cidadãos comuns do país seu estilo de governar "ao vivo".
Graças em parte ao seu carisma, Chávez foi capaz de vencer quatro eleições presidenciais, a última delas, em outubro do ano passado, com uma vantagem de nove pontos percentuais em relação ao segundo colocado, apesar do desgaste de 14 anos à frente do governo.
5 de março - Vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anuncia a morte de Hugo Chávez em cadeia de televisão
Foto: AFP
5 de março - Vice-presidente venezuelano, Nicolas Maduro, anuncia a morte de Chávez acompanhado de grande parte dos mais altos cargos do governo
Foto: Reuters
5 de março - "Comandante Chávez, obrigado por tudo o que fez por esse povo", afirmou, emocionado, o encarregado de substituir o presidente venezuelano
Foto: Reuters
5 de março - Simpatizantes do presidente venezuelano, Hugo Chávez, rezam dentro de capela localizada nos arredores de hospital militar onde o líder do país está internado, em Caracas. O governo venezuelano informou que Chávez está sofrendo de uma grave nova infecção respiratória
Foto: Reuters
5 de março - Manifestantes reagem em frente ao hospital enquanto aguardam por notícias sobre a saúde de Chávez
Foto: AFP
5 de março - Homem lê jornal que anuncia a piora na saúde de Chávez
Foto: AFP
5 de março - Simpatizante de Chávez reza em capela do lado de fora do hospital em que o presidente está internado
Foto: Reuters
5 de março - Venezuelanos oram pela saúde de seu presidente
Foto: AFP
5 de março - Jovens passam com cartaz com a imagem de Chávez
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5 de março - Homem se ajoelha em oração pela saúde de Chávez
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5 de março - Estudantes dormem em bloqueio organizado em avenida de Caracas como protesto para exigir a verdade sobre a saúde de Chávez
Foto: AFP
5 de março - Venezuelana ora em uma capela do lado de fora do hospital militar em Caracas
Foto: Reuters
5 de março - Venezuelanos choram ao receber a notícia da morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez
Foto: AP
5 de março - Venezuelana chora em Caracas ao receber a notícia da morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez
Foto: AP
5 de março - Venezuelanos gritam "Viva, Chávez" e cantam o hino do país em Caracas após a morte de Chávez
Foto: AP
5 de março - Venezuelanos choram após ouvir pronunciamento do vice-presidente do país
Foto: Reuters
5 de março - Apoiadores de Hugo Chávez choram a morte do presidente venezuelano
Foto: AP
5 de março - Apoiadores de Hugo Chávez choram a morte do presidente venezuelano
Foto: AP
5 de março - Apoiadores de Hugo Chávez choram a morte do presidente venezuelano
Foto: AP
5 de março - Venezuelanas se abraçam ao receber da notícia da morte de Chávez
Foto: AFP
5 de março - Mulher segura imagem do líder venezuelano
Foto: AFP
5 de março - Estudante venezuelano que se acorrentou exigindo do governo informações sobre o estado de saúde de Chávez deixa local após anúncio da morte
Foto: AFP
5 de março - Policial caminha em volta dos pertences dos estudantes que se acorrentaram exigindo informações sobre estado de saúde de Chávez
Foto: AFP
5 de março - Clima é de tristeza no país após anúncio da morte do presidente
Foto: Reuters
5 de março - Do lado de fora do Hospital Militar de Caracas, apoiadores de Chávez choram após anúncio da sua morte em cadeia de TV pelo vice-presidente Nicolas Maduro
Foto: AP
5 de março - Do lado de fora do Hospital Militar de Caracas, apoiadores de Chávez choram após anúncio da sua morte em cadeia de TV pelo vice-presidente Nicolas Maduro
Foto: AP
5 de março - Estudantes que se acorrentaram exigindo do governo informações sobre o real estado de saúde de Chávez deixam acampamento após anúncio da morte do presidente venezuelano
Foto: AFP
5 de março - Estudantes que se acorrentaram exigindo do governo informações sobre o real estado de saúde de Chávez deixam acampamento após anúncio da morte do presidente venezuelano
Foto: AFP
5 de março - Bombeiro apaga incêndio provocado por apoiadores de Chávez em acampamento de estudantes que estavam acorrentados exigindo informações sobre a saúde do presidente. Eles deixaram o local logo depois do anúncio da morte do presidente venezuelano
Foto: AFP
5 de março - Bombeiro apaga incêndio provocado por apoiadores de Chávez em acampamento de estudantes que estavam acorrentados exigindo informações sobre a saúde do presidente. Eles deixaram o local logo depois do anúncio da morte do presidente venezuelano
Foto: AFP
5 de março - Bombeiro apaga incêndio provocado por apoiadores de Chávez em acampamento de estudantes que estavam acorrentados exigindo informações sobre a saúde do presidente. Eles deixaram o local logo depois do anúncio da morte do presidente venezuelano
Foto: AFP
5 de março - Apoiadora de Hugo Chávez recebe apoio de militar do lado de fora do hospital em Caracas
Foto: AP
5 de março - Apoiadores do presidente venezuelano choram após vice-presidente do país anunciar a morte do líder
Foto: Reuters
5 de março - Apoiadores do presidente venezuelano choram após vice-presidente do país anunciar a morte do líder
Foto: Reuters
5 de março - Apoiadores do presidente venezuelano choram após vice-presidente do país anunciar a morte do líder
Foto: Reuters
5 de março - Exército faz a segurança do Hospital Militar em Caracas
Foto: Reuters
5 de março - Clima é de tristeza nas Praça Bolívar, em Caracas, onde venezuelanos carregam imagens de Hugo Chávez
Foto: Reuters
5 de março - Clima é de tristeza nas Praça Bolívar, em Caracas, onde venezuelanos carregam imagens de Hugo Chávez
Foto: Reuters
5 de março - Embaixada da Venezuela em San José, na Costa Rica, tem bandeira a meio mastro
Foto: Reuters
5 de março - Clima é de tristeza nas Praça Bolívar, em Caracas, onde venezuelanos carregam imagens de Hugo Chávez
Foto: Reuters
5 de março - Soldados da Guarda Nacional permanecem do lado de fora do Hospital Militar em Caracas
Foto: AP
5 de março - Seguidores de Chávez choram na praça Bolívar, em Caracas
Foto: EFE
5 de março - Seguidores de Chávez choram na praça Bolívar, em Caracas
Foto: EFE
5 de março - Centenas de pessoas se reúnem na Praça Bolívar após a morte de Chávez
Foto: EFE
5 de março - Venezuelano balança um retrato de Chávez em frente ao Hospital Militar em Caracas
Foto: AFP
5 de março - Apoiadores de Chávez carregam a bandeira do país em frente ao Hospital Militar em Caracas
Foto: AFP
5 de março - Mulher chora em Caracas após a morte de Chávez
Foto: AFP
6 de março - Em razão da morte de Hugo Chávez, a bandeira venezuelana é vista hasteada a meio mastro no consulado do país em São Paulo
Foto: Alex Falcão / Futura Press
6 de março - Milhares de apoiadores de Hugo Chávez permanecem em vigília em frente ao Hospital Militar de Caracas, onde o presidente venezuelano estava internado havia duas semanas
Foto: EFE
6 de março - Venezuelanos choram, rezam e cantam o hino nacional em Caracas
Foto: EFE
6 de março - Milhares de apoiadores de Hugo Chávez permanecem em vigília em frente ao Hospital Militar de Caracas, onde o presidente venezuelano estava internado havia duas semanas
Foto: EFE
6 de março - Venezuelanos leem jornal com a notícia da morte do presidente do país
Foto: EFE
6 de março - Venezuelanos leem jornal com a notícia da morte do presidente do país
Foto: EFE
6 de março - Milhares de apoiadores de Chávez permanecem em frente ao Hospital Militar de Caracas, onde Chávez estava internado havia duas semanas. Venezuelanos homenageiam líder com aplausos, gritos ou cantando o hino nacional
Foto: EFE
6 de março - Milhares de apoiadores de Chávez permanecem em frente ao Hospital Militar de Caracas, onde Chávez estava internado havia duas semanas. Venezuelanos homenageiam líder com aplausos, gritos ou cantando o hino nacional
Foto: EFE
6 de março - Jornais venezuelanos dedicaram suas capas à morte do presidente Hugo Chávez
Foto: AFP
6 de março - Passageiros do metrô em Caracas leem os principais jornais locais no dia seguinte à morte de Chàvez
Foto: AFP
6 de março - Jornais venezuelanos dedicaram suas capas à morte do presidente Hugo Chávez
Foto: AFP
6 de março - Jornais venezuelanos dedicaram suas capas à morte do presidente Hugo Chávez
Foto: AFP
6 de março - Em luto pela morte do líder da Venezuela, mulher chora enquanto segura foto de Chávez no hospital: uma de suas últimas imagens divulgadas
Foto: Reuters
6 de março - Apoiadora do presidente venezuelano Hugo Chávez segura sua imagem enquanto chora
Foto: AP
6 de março - Venezuelanos amanheceram em luto devido à morte do popular líder socialista, que em seus 14 anos de governo ficou conhecido como um "herói" dos pobres
Foto: Reuters
6 de março - Apoiadoras de Chávez choram ao se despedir de Chávez em frente ao Hospital Militar, onde ele estava internado
Foto: AFP
6 de março - Velas, flores e uma tradicional garrafa de vodca aparecem ao lado de imagem de Hugo Chávez na parte externa da embaixada venezuelana em Moscou, na Rússia
Foto: AP
6 de março - Imagem da televisão venezuelana Telesur mostra o caixão de Chávez sendo preparado para iniciar o cortejo
Foto: Telesur / FramePhoto
6 de março - Imagem da Telesur mostra uma multidão acompanha o caixão de Chávez
Foto: Telesur / AFP
6 de março - O cortejo fúnebre do presidente venezuelano Hugo Chávez saiu nesta quarta-feira do hospital militar de Caracas para se dirigir até a Academia Militar, na presença de familiares, dirigentes e milhares de seguidores que choravam a morte de seu chefe de Estado
Foto: EFE
6 de março - Centenas de pessoas acompanham cortejo fúnebre do corpo de Hugo Chávez em uma rua de Caracas, na Venezuela. O primeiro dia após o anúncio de sua morte foi marcado por tristeza e homenagens em todo o país
Foto: EFE
6 de março - O caixão, coberto pela bandeira venezuelana, apareceu na entrada do hospital militar de Caracas, ao som do hino nacional venezuelano
Foto: EFE
6 de março - O carro que levará o caixão de Chávez durante o cortejo deve ser acompanhado por quatro cavalos negros. Um deles levará a cadeira do governante
Foto: EFE
6 de março - O vice-presidente Nicolás Maduro, que assume a presidência de maneira interina, até as eleições dentro de 30 dias, decretou sete dias de luto nacional e a suspensão das aulas nesta semana para que todos os venezuelanos possam se despedir do líder
Foto: EFE
6 de março - Apoiador chora a perda do presidente da Venezuela: o governo decretou sete dias de luto oficial no país
Foto: EFE
6 de março - Coberto com a bandeira da Venezuela, caixão que carrega o corpo de Hugo Chávez é levado do hospital onde ele morreu em direção à Academia Militar onde deve permanecer até seu funeral, em Caracas
Foto: AP
6 de março - Centenas de pessoas tomam as ruas da capital venezuelana para prestar sua última homenagem a Hugo Chávez no caminho até a Academia Militar
Foto: AFP
6 de março - Bandeira venezuelana cobre o caixão do mandatário
Foto: AFP
6 de março - Presidente boliviano, Evo Morales, acompanha o cortejo que leva o caixão com o corpo de Chávez até a Academia Militar
Foto: AFP
6 de março - O presidente em exercício da Venezuela, Nicolas Maduro, acompanha o cortejo fúnebre de Chávez
Foto: AFP
6 de março - O presidente boliviano, Evo Morales, e o vice de Chávez, Nicolas Maduro, participam do cortejo em Caracas
Foto: Reprodução
6 de março - O presidente boliviano, Evo Morales, e o vice de Chávez, Nicolas Maduro, acompanham o cortejo com milhares de apoiadores do presidente venezuelano
Foto: EFE
6 de março - O presidente boliviano, Evo Morales, e o vice de Chávez, Nicolas Maduro, acompanham o cortejo com milhares de apoiadores do presidente venezuelano
Foto: EFE
6 de março - Multidão acompanha cortejo de Chávez pelas ruas de Caracas
Foto: Reuters
6 de março - Multidão acompanha cortejo de Chávez pelas ruas de Caracas
Foto: Reuters
6 de março - Milhares de apoiadores seguem cortejo de Chávez até a Academia Militar, onde o corpo do presidente será velado até sexta-feira
Foto: Reuters
6 de março - Milhares de apoiadores seguem cortejo de Chávez até a Academia Militar, onde o corpo do presidente será velado até sexta-feira
Foto: Reuters
6 de março - Carro que leva o caixão segue pelas ruas de Caracas no trajeto entre o hospital e a Academia Militar, onde ocorrerá o velório
Foto: Reuters
6 de março - O presidente boliviano Evio Morales, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Diosdado Cabello, e o presidente interino da Venezuela, Nicolas Maduro, acompanham o cortejo em sua chegada à Academia Militar, onde o corpo de Chávez será velado até sexta-feira
Foto: AFP
6 de março - Milhares de pessoas acompanham o cortejo em sua chegada à Academia Militar, onde o corpo de Chávez será velado até sexta-feira
Foto: EFE
6 de março - Milhares de pessoas acompanham o cortejo em sua chegada à Academia Militar, onde o corpo de Chávez será velado até sexta-feira
Foto: EFE
6 de março - Membro da cavalaria acompanha o cortejo
Foto: EFE
6 de março - Milhares de pessoas acompanham o cortejo em sua chegada à Academia Militar, onde o corpo de Chávez será velado até sexta-feira
Foto: EFE
6 de março - Bonés, flores e cartazes são deixados por apoiadores no veículo que transportava o caixão de Chávez do hospital até a Academia Militar
Foto: Reprodução
6 de março - Bonés, flores e cartazes são deixados por apoiadores no veículo que transportava o caixão de Chávez do hospital até a Academia Militar
Foto: Reprodução
6 de março - Caixão com o corpo de Chávez é retirado do carro na Academia Militar, após um cortejo de seis horas que reuniu milhares de pessoas pelas ruas de Caracas
Foto: AP
6 de março - Caixão com o corpo de Chávez é retirado do carro na Academia Militar, após um cortejo de seis horas que reuniu milhares de pessoas pelas ruas de Caracas
Foto: AP
6 de março - A filha de Hugo Chávez Rosa Virginia abana para apoiadores ao chegar de ônibus à Academia Militar, onde o corpo do líder venezuelano será velado até sexta-feira
Foto: AP
6 de março - A filha de Hugo Chávez Rosa Virginia abana para apoiadores ao chegar de ônibus à Academia Militar, onde o corpo do líder venezuelano será velado até sexta-feira
Foto: Reuters
6 de março -Apoiadores estendem uma bandeira venezuelana do lado de fora da Academia Militar, onde o corpo de Chávez está sendo velado
Foto: Reuters
6 de março - Apoiadores estendem uma bandeira venezuelana do lado de fora da Academia Militar, onde o corpo de Chávez está sendo velado
Foto: Reprodução
6 de março - Imagens aéreas mostram a multidão que seguiu o cortejo
Foto: AFP
6 de março - O carro com o corpo de Chávez saiu antes do meio dia do centro de Caracas
Foto: AFP
6 de março - Vestidos de vermelho, apoiadores acompanharam as quase sete horas de cortejo pelas ruas de Caracas
Foto: AFP
6 de março - Imagens aéreas mostram a multidão que seguiu o cortejo
Foto: AFP
6 de março - Imagens aéreas mostram a multidão que seguiu o cortejo
Foto: AFP
6 de março - Diego Molero, ministro da Defesa da Venezuela, toma a frente na fila de oficiais carregando o caixão de Hugo Chávez
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6 de março - O corpo de Chávez é transportado até a Academia Militar de Caracas por oficiais, seguidos por uma multidão
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6 de março - Nicolás Maduro (à esq.), vice-presidente, e Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, ficam ao lado do caixão de Chávez
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6 de março - Cristina Kirchner, Jose Mujica e Evo Morales, presidentes da Argentina, Uruguai e Bolívia, respectivamente da esquerda para a direita, prestam sua homenagem a Hugo Chávez durante o velório
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6 de março - Elena Frias, mãe de Hugo Chávez, participa do velório do filho
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7 de março - Muitas pessoas ficaram horas na fila, que varou a madrugada
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7 de março - Multidão formou fila para poder passar pelo caixão de Hugo Chávez durante o velório do líder venezuelano
Foto: EFE
7 de março - Seguidores do presidente venezuelano se emocionaram na despedida
Foto: EFE
7 de março - Milhares de pessoas fazem fila par dar o último adeus a Chávez
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7 de março - Mesmo durante a madrugada, chegavam ônibus de todo o país com simpatizantes de Chávez
Foto: EFE
7 de março - A televisão oficial mostrou imagens do caixão semidescoberto
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7 de março - Multidão aguarda até 9 horas na fila para se despedir de Hugo Chávez
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7 de março - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, deixou a Venezuela nesta quinta-feira
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7 de março - Muitas pessoas que estavam na fila para ver o corpo de Chávez passaram mal com o forte calor
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7 de março - O sepultamento será no Museu da Revolução, em Caracas
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7 de março - O vice-presidente Nicolás Maduro anunciou que o corpo do mandatário será embalsamado
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7 de março - Homenagem faz referência ao dia 4 de fevereiro de 1992, quando Hugo Chávez liderou um golpe de Estado
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7 de março - Muitos faziam saudação militar em frente ao caixão de Chávez
Foto: AFP
7 de março - Durante todo o dia, milhares de pessoas passaram pelo velório
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8 de março - Multidão toma as imediações da Academia Militar, onde acontece o funeral de Chávez
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8 de março -Com imagens do ex-mandatário e bandeira, os simpatizantes de Chávez esperam para se despedir
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8 de março -Passa de 10 horas a espera para ver o corpo do ex-presidente venezuelano
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8 de março -Mulher passa mal na fila para chegar à Academia Militar de Caracas
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8 de março -Jogar cartas, cantar e gritar slogans em homenagem ao presidente: tudo é válido para suportar as longas horas de espera para chegar à capela ardente
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8 de março - Por toda parte, os venezuelanos aguardam indiferentes ao lixo acumulado em dois dias de peregrinação popular para chegar ao caixão de Chávez
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8 de março - Multidão aguarda para entrar na Academia Militar de Caracas e se despedir de Chávez
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7 de março - O presidente equatoriano, Rafael Correa, e sua mulher, Anne Malherbe, se despedem de Chávez
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7 de março - Acompanhados da filha de Chávez Rosa Virginia (esq.), o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff se emocionam durante o velório do venezuelano
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7 de março - A ex-senadora colombiana Piedad Córdoba é consolada por Nicolás Maduro ao se despedir de Chávez
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7 de março - O presidente interino Nicolás Maduro conforta seguidora de Chávez durante o velório
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7 de março - O pai de Hugo Chávez, Hugo de los Reyes Chávez, conforta sua mulher, Elena Frias, durante o velório
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7 de março - O presidente cubano, Raúl Castro, bate continência para o caixão de Chávez durante o velório
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8 de março - Simpatizantes de Chávez esperam para ver o corpo de Chávez do lado de fora da Academia Militar, em Caracas
Foto: EFE
8 de março - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, chega para a cerimônia
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8 de março - O presidente do Peru, Ollanta Humala (esq.), e sua mulher, Nadine, também marcaram presença no funeral de Chávez
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8 de março - Nicolás Maduro, que assume a presidência interinamente nesta sexta, chega para o funeral de Hugo Chávez na Academia Militar, em Caracas
Foto: AP
8 de março - Evo Morales (dir.), da Bolívia, e Fernando Lugo, ex-presidente paraguaio, cumprimentam a multidão na chegada
Foto: AFP
8 de março - O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega (esq.), compareceu ao lado da mulher, Rosario
Foto: AFP
8 de março - Raúl Castro, amigo de Chávez que o recebeu em Cuba na luta contra o câncer, foi um dos líderes latinos presentes no funeral do venezuelano
Foto: AFP
15 de março - Centenas de pessoas se preparam para acompanhar o cortejo fúnebre que levará o caixão de Hugo Chávez ao ao Quartel da Montanha ou Museu da Revolução
Foto: EFE
15 de março - O caixão será levado em uma comitiva do Forte Tiuna, o principal destacamento militar de Caracas e onde fica a Academia Militar, em um percurso de mais de 18 quilômetros
Foto: EFE
15 de março - Seguidora de Chávez exibe bandeira venezuelana com o rosto dele e do líder cubano Fidel Castro
Foto: EFE
15 de março - Membros da Guarda do Povo fazem a proteção da pessoas reunidas para acompanhar o cortejo
Foto: EFE
15 de março - Com foto de Chávez, seguidor aguarda para despedida final do falecido presidente
Foto: EFE
15 de março - O caixão com o corpo de Chávez foi transladado da capela da Academia Militar para o Museu da Revolução, no Quartel da Montanha, também em Caracas
Foto: EFE
15 de março - O caixão com o corpo de Chávez foi transladado da capela da Academia Militar para o Museu da Revolução, no Quartel da Montanha, também em Caracas
Foto: EFE
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Cinco argumentos contra Chávez
1- Autoritarismo: Uma das principais críticas da oposição a Chávez é seu estilo autoritário e personalista. Apesar de ter sido eleito quatro vezes à Presidência e de ter mantido em funcionamento as principais instituições democráticas do país, Chávez foi acusado de adotar medidas antidemocráticas.
O presidente também foi acusado de controlar os poderes independentes do país, como a Justiça, com a indicação de chavistas para postos-chave. Em consequência, Chávez teria se beneficiado de diversas decisões judiciais, como a recente decisão do Tribunal Supremo de Justiça, em janeiro, de que o presidente, internado em Cuba, não precisaria tomar posse oficialmente em seu novo mandato, por ser uma continuação do mandato anterior.
Outro ato de Chávez apontado como exemplo de seu estilo autoritário foi sua reação após perder um referendo em dezembro de 2007 para acabar com a limitação de mandatos presidenciais, que o impediria de se candidatar novamente à reeleição, em 2012. Ao invés de aceitar o resultado, ele promoveu um novo referendo, em fevereiro de 2009, no qual conseguiu aprovar a mudança.
2- Corrupção: O discurso anticorrupção foi uma das principais bandeiras de Chávez em sua tentativa de golpe de Estado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez, em 1992, e depois em sua primeira campanha à Presidência, em 1998. Mas a oposição acusa Chávez de ter aparelhado o Estado venezuelano e aumentado a corrupção no país ao invés de combatê-la.
Maduro assume comando da Venezuela; veja trajetória do político:
Segundo o último relatório da ONG Transparência Internacional, a Venezuela aparece em 165º lugar em uma lista de 176 países em um ranking de percepção da corrupção no mundo. A percepção da corrupção na Venezuela é a maior da América Latina, segundo o ranking da Transparência.
3- Problemas econômicos: Apesar de se proclamar socialista, Chávez não conseguiu eliminar uma das maiores mazelas econômicas que afetam principalmente a população de renda mais baixa, a inflação. Com índices que chegam a 30%, a Venezuela tem a maior inflação da América Latina. Seu governo também falhou em não criar uma política econômica de longo prazo que fosse capaz de evitar a recessão.
A estrutura econômica herdada de governos anteriores na qual a atividade produtiva se resumia praticamente à exploração de petróleo, se manteve intacta na era Chávez. Não houve diversificação do campo produtivo e o principal motor da economia continuou sendo o petróleo.O país permanece extremamente dependente do lucro do petróleo, que implica em aproximadamente 95% das exportações ou cerca de 12% do PIB. O deficit orçamentário do governo atingiu 17% do PIB em 2012. Já a dívida pública, apesar da valorização do petróleo, subiu para 49% do PIB.
A presidente brasileira, Dilma Rousseff, lamentou a morte de Chávez durante discurso no Congresso Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em Brasília, onde pediu um minuto de silêncio
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Visivelmente emocionado, o presidente da Bolívia, Evo Morales, lamentou a morte de Hugo Chávez. "Sentimos que Chávez está mais vivo que nunca", disse
Foto: AFP
Presidente chileno Sebastian Piñera lamenta a morte do líder venezuelano em conferência de imprensa no Palácio La Moneda, em Santiago
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O presidente colombiano Juan Manuel Santos presta solidariedade ao povo venezuelano no Palácio Narino, em Bogotá
Foto: AFP
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a morte de Hugo Chávez representa "um novo capítulo" na história da Venezuela, no qual Washington deseja reforçar seu apoio ao povo venezuelano
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Ministro das Comunicações de Honduras, Miguel Ángel Bonilla, lê um comunicado da Casa Presidencial em Tegucigalpa, em que diz que o governo lamenta profunda e sensivelmente a morte de Chávez, o descrevendo como um líder latino-americano que lutou pela integração regional
Foto: EFE
O presidente do Equador, Rafael Correa, comunica três dias de luto oficial para honrar a memória de Hugo Chávez. Para o líder equatoriano, que se pronunciou na terça-feira, a morte de Chávez é uma perda para toda a América Latina
Foto: Reuters
O ministro de Relações Exteriores Sergei Lavrov escreve em um livro de condolências sua homenagem a Hugo Chávez durante visita à embaixada venezuelana em Moscou
Foto: Reuters
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, faz discurso em frente a imagem de Hugo Chávez durante cerimônia em homenagem ao líder venezuelano em Manágua
Foto: AP
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4- Liberdade de imprensa: A relação de Chávez com a imprensa também foi complicada: o líder venezuelano acusava diversos veículos de atuar como "porta-vozes" da oposição. O presidente venezuelano era chamado de populista e autocrático, acusado de ameaçar a liberdade de imprensa e de utilizar a máquina estatal para perseguir aqueles que discordavam de sua "revolução".
Entre as acusações contra Chávez estão a de que querer silenciar a mídia privada do país. Em 2007, após sua terceira eleição, Chávez não renovou a concessão para a RCTV, segunda maior rede de TV do país. A RCTV havia sido acusada, ao lado de outras TVs privadas, de apoiar a tentativa de golpe contra Chávez em 2002.
A ONG Humans Right Watch criticou o legado "autoritário" deixado por Chávez, dizendo que ele aumentou radicalmente o controle da imprensa e tentou justificar suas políticas nesse campo alegando que eram necessárias para "democratizar" as TV abertas do país. "No entanto, em vez de fomentar o pluralismo, o governo abusou de seu poder regulatório para intimidar e censurar seus críticos. Ampliou de um para seis os canais administrados pelo governo", acrescentou a HRW.
5 - Violência: A violência urbana fugiu ao controle na Venezuela durante as gestões de Chávez. Segundo estatísticas do escritório especializado em crimes e drogas da ONU (Unodc), quando o mandatário assumiu o poder em 1999, a taxa de homicídios era de 25 para cada 100 mil habitantes. Em 2010, esse número havia subido para 45 por 100 mil habitantes - o que representa uma elevação de 80%.
A taxa é a mais alta da América do Sul. No mesmo ano, o Brasil registrou índice de 21 por 100 mil. O patamar acima do qual os homicídios são considerados endêmicos é 10 por 100 mil habitantes. O nível de violência era particularmente alto na capital Caracas, onde em 2009 foi registrada taxa de 122 assassinatos por 100 mil habitantes, segundo as estatísticas mais recentes.
<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/hugo-chavez/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/hugo-chavez/iframe.htm">veja o infográfico</a>
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