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Haiti vive onda de orgulho e enfrenta ruptura de estoque de camisas da seleção para a Copa 2026

A poucos dias da estreia do Haiti na Copa do Mundo de 2026, o entusiasmo domina Port-au-Prince, mas encontrar o uniforme oficial dos Grenadiers virou um desafio. Cinquenta e dois anos após sua única participação em um Mundial, o país vive uma onda de orgulho que esvaziou os estoques da fornecedora Saeta, levando torcedores a recorrer a versões falsificadas. Em meio à escassez, relatos de buscas frustradas se multiplicam, enquanto a seleção celebra a vaga histórica.

10 jun 2026 - 11h06
(atualizado às 12h33)
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Com informações de Peterson Luxama, correspondente da RFI em Port-au-Prince

Torcedores haitianos comemoram um gol durante um amistoso contra a Nova Zelândia no Inter Miami CF Stadium, em Fort Lauderdale, em 2 de junho de 2026.
Torcedores haitianos comemoram um gol durante um amistoso contra a Nova Zelândia no Inter Miami CF Stadium, em Fort Lauderdale, em 2 de junho de 2026.
Foto: AFP - CHANDAN KHANNA / RFI

A poucos dias da estreia da seleção haitiana na Copa do Mundo de 2026, o entusiasmo é evidente nas ruas de Port-au-Prince. Cinquenta e dois anos após sua primeira e única participação em um Mundial, o Haiti se prepara para voltar ao maior palco do futebol. Mas, para muitos torcedores, demonstrar essa paixão virou um desafio inesperado: os uniformes oficiais dos Grenadiers estão praticamente indisponíveis no site da fornecedora Saeta, onde vários modelos aparecem em ruptura de estoque.

A menos de uma semana da estreia, encontrar a camisa oficial virou um verdadeiro percurso de obstáculos. Em Pétion-Ville, Richardson conta que multiplicou as buscas sem sucesso. "Depois de 52 anos, o Haiti está de volta à Copa do Mundo, e isso desperta um imenso orgulho", explicou. "Há professores que querem usar a camisa da seleção. Há padres, pastores que também querem usar o uniforme. Dá até vontade de dizer que é o país inteiro que quer comprar esse produto. Mas, infelizmente, é difícil encontrar a camisa original."

A escassez abriu espaço para a proliferação de produtos falsificados, amplamente disponíveis nas ruas da capital. Outros torcedores acabam tendo de ser menos exigentes. É o caso de Jean-Charles, que considera que o essencial é apoiar a seleção, independentemente da origem da camisa."Essa situação me surpreende. É difícil encontrar uma camisa original", afirmou.

"Eu praticamente sou obrigado a comprar uma camisa falsificada na rua. Mas, apesar disso, é algo bom. É um grande orgulho para nós ver o Haiti participar da Copa do Mundo depois de 52 anos de ausência. Queríamos muito viver isso, especialmente nós, os jovens. Para mim, já é uma vitória, encontre eu uma camisa ou não", declarou à RFI.

Enquanto não há previsão de reposição dos estoques, muitos torcedores terão de escolher entre esperar ou recorrer às cópias disponíveis no mercado informal. O certo é que, com a proximidade do Mundial, a febre do futebol já tomou conta das ruas de Port-au-Prince, onde bandeiras e cores da seleção se multiplicam.

A classificação haitiana para a Copa foi celebrada como um feito histórico. A seleção garantiu a vaga após vencer a Nicarágua por 2 a 0, terminando na liderança de seu grupo nas eliminatórias. Cinquenta e dois anos depois da participação em 1974, o país volta a disputar o torneio, reacendendo expectativas e orgulho nacional.

Caribe comemora

Outra ilha caribenha também fez história: Curaçao conquistou sua primeira classificação para uma Copa do Mundo. A equipe segurou um empate por 0 a 0 contra a Jamaica, resultado suficiente para terminar na liderança do grupo B. Com cerca de 150 mil habitantes, tornou-se o país menos populoso a se classificar para o torneio.

A conquista provocou comemorações em Willemstad, capital de Curaçao, onde bares e restaurantes foram tomados por torcedores celebrando a façanha. A "Blue Wave", como é chamada a seleção, fará sua estreia carregando o simbolismo de representar uma das menores nações já presentes no Mundial.

Brasil x Haiti

O Brasil enfrenta o Haiti pela 2ª rodada do Mundial. O jogo será disputado na sexta-feira, 19 de junho, às 21h30 no horário de Brasília (20h30 no horário local), no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, Estados Unidos.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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