Colômbia confirma apenas a morte de Mono Jojoy em operação
O ministro colombiano de Defesa, Rodrigo Rivera, disse nessa quinta-feira que a única morte confirmada na operação das forças de segurança contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é a do chefe militar do grupo guerrilheiro, Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como Mono Jojoy.
"Somente temos informação sobre a morte de Mono Jojoy", afirmou Rivera em alusão às informações que foram publicadas na imprensa sobre a suposta morte de Henry Castelhanos Garzón, conhecido como Romaña, membro da cúpula do grupo guerrilheiro.
"Ainda não temos confirmação", respondeu o ministro em declarações à Caracol Radio, ao afirmar que, com este esclarecimento, evita especulações.
A informação sobre a morte de Romaña surgiu em comunicado do Exército Nacional da Colômbia em seu site, mas pouco depois a informação foi substituída por outra, fazendo referência apenas a Mono Jojoy.
A confusão levou a imprensa a destacar o falecimento de Romaña durante a operação "Sodoma", pela qual as Forças Militares e a Polícia Nacional deram o maior golpe às Farc em sua história, ao bombardear o acampamento base de Jojoy na serra de La Macarena, no departamento (estado) de Meta, centro do país.
O ministro Rivera afirmou que, após uma varredura na região onde aconteceu a operação, foram recolhidos 20 computadores e 68 unidades de armazenamento portáteis, onde as forças de segurança acreditam que "há importantes informações", que serão analisadas por especialistas em inteligência do Estado.
Rivera acrescentou que, entre os sete corpos recuperados até o momento, está o de uma mulher, mas que não corresponde à holandesa Tanja Nijmeijer, conhecida como Eillen, que ingressou há mais de cinco anos às fileiras das Farc e era próxima de Mono Jojoy.
Parte da imprensa também havia especulado sobre a morte de Eillen, assim como de outro guerrilheiro, conhecido como Carlos Antonio Lozada.
De acordo com o ministro, no local da operação foram encontradas quatro toneladas de alimentos e 13 acampamentos que circundavam o "coração estratégico das Farc, a "toca" de Mono Jojoy, em alusão ao campo base da guerrilha.
A morte de Jojoy é considerada o golpe mais forte contra as Farc em seus mais de 45 anos de existência, inclusive mais importante que a de Luis Edgar Devia, conhecido como Raúl Reyes, segundo no comando da guerrilha, ocorrida após um bombardeio colombiano a um acampamento no Equador em 1º de março de 2008.