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África

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Últimos meses de Mandela foram torturantes, diz filha

O líder sul-africano se alimentava por tubos intravenosos e respirava com a ajuda de uma máscara de oxigênio

17 jul 2014 - 08h53
(atualizado às 08h58)
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Nesta foto de arquivo de 6 de agosto de 2012, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, é visto em sua casa em Qunu, África do Sul, durante a visita da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton
Foto: Jacquelyn Martin / AP

A filha mais velha do líder sul-africano Nelson Mandela revelou em entrevista à emissora americana CNN que a morte de seu pai foi um alívio diante de tanto sofrimento vivido pelo ativista. Segundo Maki Mandela, os últimos meses de vida de seu pai foram excruciantes.

"Houve vezes em que eu disse aos médicos que era o bastante, mas era o dever deles tentar todos os recursos, até o último momento, mas para mim, como filha, foi doloroso ver tudo aquilo", conta.

Durante o ano que antecedeu sua morte, Mandela foi submetido a sessões de diálise por causa do problema no rins e teve de usar máscara de oxigênio para respirar. Ele se alimentava por meio de tubos intravenosos, e seus braços e mãos incharam muito por conta dos antibióticos e outros medicamentos que recebia pelas veias. Segundo sua filha, o Nobel da paz não tinha qualidade de vida.

O ex-arcebispo anglicano Desmond Tutu escreveu recentemente em favor da morte assistida e questionou o tratamento ao qual Mandela foi submetido nos últimos meses de vida.  Em um editorial escrito para o jornal The Guardian, ele destacou fotos tiradas por Mandela junto do presidente sul-africano Jacob Zuma e outros políticos em que ele parece claramente confuso e doente. "Era uma afronta a sua dignidade", disse ele.

Maki contou que muitas vezes questionou os médicos de seu pai quanto ao prolongamento de sua vida: "Quando é que vamos aceitar que chegou ao fim e não podemos brincar de Deus?"

Mandela morreu em dezembro de 2013, aos 95 anos, e foi enterrado em sua fazenda, em Qunu, onde cresceu.

De acordo com as tradições de sua tribo Xhosa, o ex-presidente foi colocado para descansar em uma esteira de palha no chão da sepultura, como se ele tivesse ido dormir, assim como seus ancestrais fizeram nas gerações passadas.

Maki contou que a família deverá abrir o túmulo para visitação em um ano. 

Fonte: Terra
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