1º de julho - Manifestantes voltam a tomar a Praça Tahrir em protesto contra o governo do presidente Mohammed Mursi
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1º de julho - Manifestantes escalam uma parede para revistar a sede da Irmandade Muçulmana em Muqatam
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1º de julho - Grupo invadiu e saqueou a sede da Irmandade Muçulmana
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1º de julho - Egípcia grita slogans contra o governo durante a manifestação
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1º de julho - A bandeira egípcia é um dos símbolos mais usados nos protestos pelas ruas do Cairo
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30 de junho - Praça Tahrir é tomada pela multidão
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30 de junho - Manifestantes se reúnem perto do palácio presidencial
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30 de junho - Os que protestam exigem a saída do presidente Mursi
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30 de junho - Faixas e slogans pichados pedem a saída de Mursi
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30 de junho - Com tampas de panela onde escreveu "saia", manifestante protesta nas ruas do Cairo
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30 de junho - Manifestantes contrários a Mubarak observam helicópteros sobrevoando a Praça Tahrir, no centro do Cairo
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30 de junho - A onda nova onda de protestos que recoloca o Egito em uma situação de instabilidade análoga à vivida durante a chamada Primavera Árabe ocorre dias após um discurso no qual Mursi alertou para o risco de cisão nacional
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30 de junho - Foto em detalhe mostra helicóptero atingido por feixes de laser durante sobrevoo da ampla manifestação que tomou o centro do Cairo
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30 de junho - A Praça Tahrir, novamente ocupada por dezenas de milhares de egípcios, foi o epicentro da queda de Hosni Mubarak, e se torna novamente o palco central dos protestos que agora contestam a presidência de Mohamed Mursi; Mubarak permaneceu por três décadas no poder e instalou um governo centralizado no Egito, ao passo que Mursi, há um ano no cargo após ser eleito democraticamente, é acusado de autoritarismo e criticado por sua linha política próxima à Irmandada Muçulmana
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30 de junho - Os protestos tomam as ruas pouco mais de dois anos depois da queda de Hosni Mubarak e um ano depois do início do mandato de Mohamed Mursi, eleito no histórico pleito de 2012
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30 de junho - Feixes verdes de lazer iluminam o novo protesto que levou milhares de egípcios às ruas com a nação dividida entre apoiadores e opositores do presidente Mursi, o primeiro mandatário egípcio da era democrática pós-Hosni Mubarak, deposto em fevereiro de 2011
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Manifestantes imersos na multidão usam pequenos canhões de raio laser para protestar na marcha contra Mursi no Cairo; o Egito vive nova onda massica de contestação do presidente, pressionado agora também pelas Forças Armadas
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30 de junho - Milhares marcham em frente ao Palácio Presidencial durante nova mobilização de protesto contra o presidente Mohamed Mursi
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30 de junho - Manifestantes observam helicóptero iluminado por feixes de laser sobre a área da Praça Tahrir e o Palácio Presidencial egípcio
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30 de junho - Homem sob foco de laser na sede da Irmandade Muçulmana atira objetos contra a multidão que nas ruas protestava contra o grupo e o presidente Mohamed Mursi
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2 de julho - Simpatizantes do presidente Mursi participam, com bastões e escudos improvisados, de treinamento para proteger o atual governo do país, no Cairo
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2 de julho - Simpatizantes de Mursi participam de ato em defesa do presidente nas proximidades de universidade em Gizé
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2 de julho - Manifestantes rezam durante ato pró-Mursi em Gizé
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2 de julho - Manifestante contrário a Mursi senta ao lado de grafite com a imagem do presidente sendo socado, no Cairo
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2 de julho - Vendedor vende bandeiras e faixas contra Mursi durante protesto na Praça Tahrir
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2 de julho - Multidão lota Praça Tahrir, no Cairo, em novo dia de protestos contra o presidente egípcio, Mohammed Mursi
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2 de julho - Imagem mostra ponte usada pelos manifestantes para acessarem a Praça Tahrir
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2 de julho - Simpatizantes de Mursi treinam luta com armas para confrontos com opositores do governo egípcio
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2 de julho - Opositores tremulam bandeiras do Egito durante concentração na Praça Tahrir
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2 de julho - Opositores egípcios exigem a renúncia imediata de Mursi da presidência
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2 de julho - Imagem aérea mostra centenas de milhares de pessoas lotando a Praça Tahrir, no Cairo, em protesto contra o presidente Mohammed Mursi
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2 de julho - Egípcio pede saída de Mursi em meio aos milhares que protestam nas proximidades do palácio presidencial, no Cairo
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2 de julho - Imagem aérea da praça Tahrir
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2 de julho - O símbolo da revolução de 2011 foi novamente ocupada por dezenas de milhares de manifestantes
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2 de julho - As ruas do centro do Cairo foram completamente tomadas
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2 de julho - Manifestantes pró-Mursi também foram às ruas no Cairo. Na foto, milhares se reúnem no distrito de Rabaa el-Aadawia
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2 de julho - Opositores do governo pedem saída de Mursi
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2 de julho - Manifestantes contrários a Mursi protestam do lado de fora do palácio presidencial de Qoubba
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2 de julho - Menino tem o rosto pintado com as cores da bandeira do Egito
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3 de julho - Policial protege ponte no Cairo
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3 de julho - Forças especiais da polícia usam veículo blindado para proteger uma ponte próxima à praça Tahrir
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3 de julho - Voluntários formam uma zona de segurança para as mulheres durante os protestos
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3 de julho - Policial egípcio checa sua arma durante patrulha no Cairo
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3 de julho - Egípcios pedem saída de Mursi na praça Tahrir
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3 de julho - Manifestante agira bandeira do país durante protesto
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3 de julho - Milhares estão reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo
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3 de julho - Opositor de Mursi caminha com cadeira e faca em punho durante os confrontos com os partidários do presidente egípcio
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3 de julho - Oposicionistas abrem bandeira nacional do Egito durante novo dia de protestos e confrontos na capital do Egito em meio ao fim do período dado para a renúncia do presidente Mohamed Mursi
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3 de julho - Soldados e tanques guardam entrada de base militar no Cairo
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3 de julho - Sangue de carneiro morto em ritual simbólico da rejeição e do ódio ao presidente Mohamed Mursi e os líderes da Irmandade Muçulmana, grupo ligado ao mandatário islamita
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3 de julho - Multidão de opositores de Mursi mantém mobilização em meio ao término do prazo dado para a renúncia do presidente eleito há pouco mais de um ano
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3 de julho - Soldados da Forças Especiais egípcios monitora movimento em torno de apoiadores de Mursi na Cidade Nasser, área do Cairo
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3 de julho - Homem segura bandeira nacional do Egito em frente a militares mobilizados em torno de apoiadores de Mursi na Cidade Nasser, área do Cairo
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3 de julho - Militares mobilizados em torno de protesto de simpatizantes de Mursi no Cairo
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3 de julho - Militares miram armas durante na Cidade Nasser, no Cairo. Tropas e tanques foram às ruas em meio ao fim do ultimato do presidente Mursi para entrar em acordo com a oposição
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3 de julho - Helicóptero do Exército sobrevoa o Palácio Presidencial do Cairo; a capital do Egito está tomada por dezenas de centenas de manifestantes que pedem a renúncia de Mohamed Mursi
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3 de julho - Projeção em um prédio junto à praça Tahrir anuncia o fim do governo de Mursi: "game over"
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3 de julho - Prédio ao lado da praça Tahrir foi usado para projetar palavras em comemoração ao afastamento do presidente
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3 de julho - "Out": milhares comemoração na praça Tahrir
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3 de julho - Após o anúncio dos militares da deposição do presidente Mursi, fogos de artifício iluminaram o céu do Cairo
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3 de julho - Multidão comemora fim da presidência de Mursi no Cairo
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3 de julho - Helicópteros sobrevoam a praça Tahrir
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3 de julho - A emblemática praça Tahrir, berço da revolução que derrubou o ex-presidente Hosni Mubarak, lotada após o anúncio dos militares da deposição do presidente Mursi
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3 de julho - Após o anúncio dos militares da deposição do presidente Mursi, fogos de artifício iluminaram o céu do Cairo
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3 de julho - Egípcios reunidos na praça Tahrir comemoram deposição de Mursi
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3 de julho - A praça Tahrir explodiu de alegria após o anúncio da deposição
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3 de julho - Fogos de artifício explodem sobre a praça Tahrir, no Cairo
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4 de julho - Adli Mansour, chefe da Suprema Corte egípcia, toma posse como presidente interino do país, no Cairo, um dia depois de Mohamed Mursi ser deposto
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4 de julho - Soldados do Exército bloqueiam ponte que dá acesso à mesquita Raba El-Adwya, onde membros da Irmandade Muçulmana e seguidores do presidente deposto estão acampados
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4 de julho - Mansour toma posse em frente a colegas magistrados
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4 de julho - Aviões militares sobrevoam o Cairo enquanto Mansour toma posse como presidente interino
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4 de julho - Soldados bloqueiam via do Cairo nesta quarta-feira
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4 de julho - Homem lê jornal com a notícia da deposição de Mursi no Cairo
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4 de julho - Manifestante dorme sob cartaz de Mursi no campus da Universidade do Cairo
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4 de julho - Soldado pede para que apoiador de Mursi e da Irmandade Muçulmana proteste na calçada, em Gizé
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4 de julho - Egípcios apoiadores de Mursi fazem manifestação no Cairo. No cartaz se lê: O povo apoia a legitimidade"
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4 de julho - Helicópteros sobrevoam a Praça Tahrir, que reúne um grande número de pessoas, um dia após estar completamente lotada para pedir e comemorar a saída de Mursi
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4 de julho - Militares ocuparam ruas do Cairo um dia após a destituição do presidente
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4 de julho - Tanques egípcios bloqueiam o acesso a região de Nasser, no Cairo, onde seguidores da Irmandade Muçulmana se reuniram para protestar contra o presidente Mohamed Mursi
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O presidente do Egito, Mohamed Mursi, voltou a dizer que não está disposto a renunciar e pediu que os militares "não escolham lados" na disputa que polariza o Egito. Um pouco antes de expirar o prazo de 48 horas dado pelos militares para que o líder atendesse as demandas das ruas, a presidência divulgou uma nota dizendo que está disposta discurtir um plano de transição baseado na legitimidade constitucional do cargo de Mursi, mas que a oposição se recusa a dialogar.
Na mensagem, divulgada em sua página no Facebook, Mursi disse que a legitimidade "é a única garantia para assegurar a estabilidade e contra a violência". Além disso, convocou a formação de "um governo de coalizão e de consenso para organizar eleições legislativas". "Cometem um erro ao acreditarem que podem se impor sobre a legitimidade da força feste povo que provou o sabor da liberdade", assegurou Mursi, que fez um alerta com base na destruição da revolução de 2011.
Para Mursi, "a falta de respeito à legitimidade constitucional ameaça a prática democrática com um desvio de seu caminho correto e a liberdade de expressão que o Egito viveu após a revolução".
Assessor fala em golpe
Logo em seguida, um assessor direto da presidência postou uma nova mensagem dizendo que o Egito estava diante de um golpe militar. "Enquanto eu escrevo essas linhas, estou convencido de que talvez sejam as últimas linhas publicadas nesta página. Pelo Egito e pela precisão histórica, vamos chamar o que está acontecendo pelo seu nome verdadeiro: golpe militar", escreveu o assessor para relações exteriores do presidente Mursi.
"Milhares de pessoas se reuniram em apoio da democracia e do presidente. E não o abandonarão por este ataque. Para impedir-lhes, terá que haver violência, seja do exército, da polícia ou de mercenários. Em qualquer caso, haverá um derramamento de sangue considerável", disse Haddad em sua página no Facebook.
Também há informações de que Mursi e seus principais assessores estão proibidos de saírem do país. Funcionários aeroportuários confirmaram à agência AFP que receberam ordens de impedir que estes dirigentes, incluindo Mursi, o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e o número dois da confraria, Jairat al Shater, deixem o Egito.
Protestos e reuniões de cúpula
Durante o dia, as Forças Armadas informaram que seus generais estavam reunidos com líderes políticos e religiosos do país e que em breve haveria um pronunciamento. Em um dos encontros, o chefe do exército, Abdel Fatah al Sisi, conversou com o representante da oposição e prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei para analisar uma futura agenda caso não haja consenso. Antes, Sisi havia se reunido com altos responsáveis militares.
Enquanto isso, dezenas milhares de pessoas estão nas ruas de diversas cidades do país, em protestos contra e a favor de Mursi. Na capital, Cairo, os opositores se concentram na praça Tahrir, símbolo da revolução de 2011, enquanto apoiadores de Mursi estão no bairro de Nasr City. Em ambos os lugares, os egípcios aguardam um posicionamento do exército após o fim do prazo dado a Mursi. No começo da noite, tanques do exército começaram a chegar ao centro do Cairo, para delírio da multidão reunida na praça Tahrir
Ontem, em um discurso televisionado, Mursi defendeu ontem à noite sua legitimidade democrática e pediu ao exército que retirasse seu ultimato. O presidente pediu aos egípcios para se afastarem dos remanescentes do anterior regime de Hosni Mubarak e evitar o derramamento de sangue entre eles, e afirmou estar disposto a sacrificar sua vida pelo país.
Voluntários fazem cordão humano para formar uma área segura para mulheres durante protesto na Praça Tahrir, no Cairo, no dia 2 de julho. De acordo com a ONG Human Rights Watch, quase 100 mulheres foram vítimas de agressões sexuais no local durante os protestos contra o presidente egípcio, Mohammed Mursi, que já duram uma semana
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Imagem mostra o grupo de mulheres protegido pelo cordão humano
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Sob a proteção do cordão humano, mulheres protestam contra Mursi na Praça Tahrir
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Na parte inferior da imagem, mulheres se concentram durante protesto massivo na Praça Tahrir
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Mulheres protestam protegida por cordão humano criado voluntariamente para proteger as manifestantes de agressões sexuais
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A Praça Tahrir se tornou um lugar perigoso para as mulheres manifestantes devido à série de agressões sexuais cometidas nos últimos dias
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A ONG Human Rights Watch denunciou que quase 100 agressões sexuais contra mulheres foram registradas nos últimos dias
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Imagem mostra a separação entre homens e mulheres
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