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África

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Exército do Egito cerca quartel onde presidente trabalha, diz agência

3 jul 2013 - 14h28
(atualizado às 14h57)
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O Exército egípcio ergueu arame farpado e barreiras em torno de um quartel onde o presidente do país, Mohamed Mursi, estava trabalhando e posicionou veículos blindados e tropas para impedir que seus seguidores marchassem até o palácio, disseram testemunhas.

Um jornalista da Reuters viu soldados indo ao local próximo à área da mesquita Rabaa Adaweya, onde dezenas de milhares de partidários da Irmandade Muçulmana, de Mursi, estão reunidos para apoiar o presidente democraticamente eleito e o que chamam de legitimidade constitucional.

O Exército disse em uma declaração oficial que estava protegendo a área e negou o que disse ser relatos de que estava atacando os partidários de Mursi, dizendo: "O Exército egípcio pertence a todos os egípcios".

Mohamed Mursi passou a quarta-feira trabalhando normalmente em um escritório presidencial no complexo da Guarda Republicana no subúrbio do Cairo, disse um assessor do chefe de Estado islâmico à Reuters. Yasser Haddara, assessor de comunicações da presidência, afirmou que não estava claro se o presidente estaria livre para deixar o local rumo ao palácio presidencial, onde passou a noite anterior. Ele não manteve nenhum contato com o alto comando das Forças Armadas ao longo desta quarta-feira.

A mensagem do presidente para todos os egípcios, como disse em discurso transmitido durante a noite na TV, é para que a população resista ao "golpe militar", disse Haddara, que acrescentou que a resistência deve ser pacífica, sem violência contra as tropas, a polícia ou entre si.

Por outro lado, a agência oficial Mena, citando uma fonte militar, assegurou que a chefia da Zona Militar Central do Egito ordenou um forte desdobramento na Praça Tahrir e nos arredores do Palácio Presidencial de Itihadiya, onde os opositores costumam a se concentrar, assim como nas Praças Rabea al Adauiya e Al Nahda, junto a Universidade do Cairo, onde se encontram os seguidores de Mursi. Segundo essa fonte, o objetivo dos militares é "garantir o máximo grau de proteção aos manifestantes nesta etapa crítica da história do Egito".

Em breve, espera-se que as Forças Armadas egípcias divulguem uma mensagem à nação após o final do ultimato de 48 horas que concederam na última segunda-feira para que Mursi atendesse "as reivindicações populares" dos milhões de manifestantes que exigem sua renúncia.

Um dos assessores mais próximos a Mursi e alto cargo da Irmandade Muçulmana, Esam Haddad, qualificou hoje os fatos no Egito como um "golpe de Estado" e adiantou que os episódios de violência podem aumentar.

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Com informações adicionais da agência EFE

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