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Monique Evans revela desejo de fazer minilifting; especialistas explicam quando a técnica é indicada

Em alta, as minicirurgias são oportunidades quando há indicação precisa do cirurgião plástico. Minilifting é eficaz em casos de pouca flacidez

8 jul 2026 - 17h25
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A apresentadora, atriz e ex-modelo Monique Evans voltou a chamar atenção ao revelar que pretende fazer um minilifting facial. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, ela explicou que a decisão está relacionada ao receio da anestesia geral e também à forma como enxerga o envelhecimento.

Monique Evans revela desejo de fazer minilifting; especialistas explicam quando a técnica é indicada
Monique Evans revela desejo de fazer minilifting; especialistas explicam quando a técnica é indicada
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

"Quando era mais jovem, pensava que uma mulher de 50 estava velha, e uma de 70 já estava pronta pra morrer; hoje vejo que a nossa geração pensa diferente; não consigo me ver assim (idosa)", afirmou.

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A declaração reflete uma mudança cada vez mais comum entre pessoas que desejam envelhecer preservando a aparência natural. Nesse cenário, procedimentos menos invasivos ganharam espaço e passaram a despertar o interesse de pacientes que buscam corrigir sinais específicos do envelhecimento sem recorrer a cirurgias mais extensas.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Flávia Bonato, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS), nomes como minilifting, miniabdominoplastia e minilipo se popularizaram nos últimos anos, mas a escolha do procedimento deve ser individualizada.

"Apesar dos nomes sugerirem versões simplificadas das cirurgias tradicionais, o sucesso dessas abordagens depende menos do tamanho da cirurgia e mais da correta indicação", explica.

Como funciona o minilifting?

Em comparação ao lifting facial tradicional e a técnicas mais profundas, como o deep plane, o minilifting é considerado um procedimento menos invasivo.

A cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance explica que a técnica utiliza incisões menores e atua principalmente no terço médio e inferior da face. "Ele atua principalmente no terço inferior e médio da face. O descolamento de pele é menor, pode ou não ser feita uma tração do SMAS (Sistema Músculo Aponeurótico Superficial), camada que dá sustentação à face, para cima e para a lateral. Essa tração é feita sem descolamento do SMAS, apenas uma sutura como se fosse uma prega, o que chamamos de plicatura", esclarece.

Segundo a especialista, essa característica costuma proporcionar uma recuperação mais rápida quando comparada às técnicas tradicionais. Por outro lado, os resultados tendem a ter menor durabilidade do que aqueles obtidos com liftings profundos.

Para quem o procedimento é indicado?

De acordo com Dra. Flávia Bonato, o minilifting é indicado principalmente para pacientes que apresentam sinais iniciais ou moderados de envelhecimento facial.

"Diferentemente do lifting facial tradicional, que trata múltiplas regiões da face e do pescoço, o minilifting costuma focar especialmente no terço inferior da face, região que inclui a mandíbula, a linha do queixo e o início da formação das chamadas 'bochechas caídas'. A cirurgia promove um pequeno reposicionamento dos tecidos que perderam sustentação ao longo do tempo, ajudando a restaurar o contorno facial."

A médica explica que os melhores candidatos são pessoas que começam a notar perda da definição da mandíbula, surgimento dos sulcos de marionete e flacidez discreta.

"São pacientes que começam a perceber perda da definição da mandíbula, surgimento dos sulcos de marionete ou discreta flacidez facial. Nesses casos, um procedimento mais localizado pode trazer um rejuvenescimento bastante natural", afirma.

Dra. Beatriz Lassance acrescenta que pacientes com rosto mais fino ou com flacidez leve a moderada também costumam apresentar bons resultados. "Como resultado, é esperada uma recuperação mais rápida, mas resultados menos duradouros que os liftings profundos", ressalta.

Menor cirurgia não significa menor resultado

Para Dra. Flávia Bonato, a procura por minicirurgias acompanha uma mudança no comportamento dos pacientes, que hoje priorizam resultados discretos e naturais.

"As pessoas querem envelhecer bem, manter a harmonia corporal e corrigir incômodos específicos sem perder suas características naturais. Isso abriu espaço para procedimentos mais direcionados, mas que precisam ser indicados para os pacientes certos."

Ela destaca que existe um equívoco ao acreditar que procedimentos maiores sempre proporcionam melhores resultados.

"É importante deixar claro que menor cirurgia não significa resultado menor. Na prática, a resposta depende da situação clínica. Quando a indicação é adequada, um procedimento cirúrgico menos invasivo pode oferecer resultados extremamente satisfatórios justamente porque trata exatamente o problema apresentado pelo paciente."

O que deve ser analisado?

A especialista reforça que a escolha da técnica deve levar em consideração fatores como qualidade da pele, grau de flacidez, distribuição da gordura facial e expectativas do paciente.

"Existe uma ideia equivocada de que uma cirurgia maior necessariamente produz um resultado melhor. Nem sempre isso é verdade. Muitas vezes, um procedimento mais limitado oferece um resultado excelente porque respeita a anatomia e a necessidade daquele paciente específico."

FONTES:

*DRA. FLÁVIA BONATO: Cirurgiã plástica membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e da Associação Brasileira de Cirurgia Plástica Estética (BAPS). Formada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2009, é especialista em Cirurgia Plástica e Queimaduras desde 2016. Com atuação em Palmas, no Tocantins, atende pacientes de todo o Brasil e exterior. Atua principalmente em cirurgia mamária e contorno corporal, com foco em técnicas modernas, menos invasivas e de recuperação mais rápida. Também possui atualização em lifting facial com a técnica deep plane, associada à lipoenxertia e a outras abordagens contemporâneas com o objetivo de alcançar resultados naturais, seguros e personalizados. CRM/TO: 4503 | RQE: 1958 | Instagram: @dra.flaviabonato

*DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis - Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery). Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. CRM 69759 | RQE 15053 | Instagram: @drabeatrizlassance

Perfil Brasil
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