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Ministros do STF suspeitam de gravação em reuniões sobre Caso Master

Publicação de diálogos de sessões reservadas gera questionamentos sobre quebra de sigilo e fidedignidade de relatos envolvendo o ministro Dias Toffoli

13 fev 2026 - 20h47
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O ambiente interno no Supremo Tribunal Federal (STF) registrou aumento de tensão após a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado Caso Master. O motivo da instabilidade é a suspeita, compartilhada por magistrados da Corte, de que reuniões privativas tenham sido gravadas e seu conteúdo enviado ao portal Poder360.

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Foto: José Cruz/Agência Brasil / Perfil Brasil

Nesta sexta-feira (13), o referido veículo de comunicação publicou um detalhamento de encontros realizados na quinta-feira (12), incluindo uma reunião preparatória restrita a cinco ministros: o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

De acordo com magistrados consultados, trechos do texto publicado reproduzem frases literais proferidas durante as conversas. Contudo, há alegações de que certas declarações foram distorcidas. A ausência de passagens consideradas desfavoráveis a Toffoli na reportagem levantou suspeitas entre os pares sobre a origem do vazamento, segundo o g1.

Em resposta, o ministro Dias Toffoli afirmou que a suspeita é improcedente e declarou nunca ter realizado gravações de colegas. No tribunal, o episódio é tratado como uma quebra de confiança, uma vez que apenas os ministros estavam presentes fisicamente nas reuniões, sem a participação de assessores.

Segundo as informações divulgadas pelo Poder360, em uma das reuniões reservadas, oito dos dez ministros teriam se manifestado favoravelmente à permanência de Toffoli na relatoria do inquérito que apura fraudes financeiras. Apenas os ministros Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia teriam defendido o afastamento do magistrado.

Durante o encontro, o ministro Nunes Marques teria sugerido que o relator apresentasse seus argumentos contra a suspeição para que o colegiado votasse, prevendo uma vitória por maioria. Entretanto, após considerações do ministro Flávio Dino sobre o contexto político do processo, Toffoli optou por deixar a relatoria, anúncio feito na noite de quinta-feira.

A saída voluntária de Dias Toffoli evitou o julgamento de sua suspeição, o que resultou na manutenção da validade de todas as decisões e atos processuais já realizados por ele no inquérito. Após sorteio, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso.

Nesta sexta-feira, Mendonça iniciou os trabalhos na função reunindo-se com delegados da Polícia Federal. O objetivo do encontro foi obter informações atualizadas sobre o andamento das investigações e planejar as etapas seguintes da apuração sobre o banco de Daniel Vorcaro.

Perfil Brasil
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