Mais de 190 mortos em conflito separatista no Paquistão
Após ataques a bomba por separatistas no Baluchistão deixarem quase 50 mortos, forças governistas retaliaram, matando mais de 145 "terroristas apoiados pela Índia".As forças de segurança do Paquistão mataram 145 militantes separatistas num intervalo de 40 horas, em resposta a uma série de ataques coordenados a bomba e tiros deixarem quase 50 mortos na província do Baluchistão neste sábado (31/01).
Autoridades têm lidado com uma das piores ondas de violência nos últimos anos na região, a mais pobre do país, desde que insurgentes intensificaram seus ataques a forças de segurança, civis e infraestrutura.
Os atentados - cuja autoria foi reivindicada pelo grupo separatista Exército de Libertação Baloche (ELB) - teriam visado hospitais, escolas, bancos e mercados públicos, segundo o vice-ministro do Interior, Talal Chaudhry.
De acordo com Chaudhry, os ataques mataram 17 membros das forças de segurança e 31 civis. Já o Exército de Libertação Baloche afirma ter matado 84 membros das forças de segurança e capturado outros 18.
Governo do Paquistão culpa a Índia
O governo atribuiu a violência a "militantes patrocinados pela Índia " - acusação prontamente rechaçada pelo país vizinho.
"Nós rejeitamos categoricamente as alegações infundadas feitas pelo Paquistão", declarou um porta-voz do ministério indiano do Exterior, instando o governo paquistanês a cuidar das "demandas antigas de seu povo na região".
Os Estados Unidos se manifestaram solidariamente ao Paquistão, referindo-se aos ataques separatistas como atos de violência terrorista.
O Paquistão lida com separatistas no Baluchistão há décadas. Ataques armados a forças de segurança são frequentes na região, bem como contra estrangeiros e paquistaneses de outras províncias.
Os separatistas acusam o governo paquistanês de explorar o gás natural e outros recursos minerais abundantes da região sem dar nada para a população em troca.
Autoridades afirmam que o grupo também tem operado com apoio do Talibã paquistanês, aliado do grupo homônimo que governa o Afeganistão.
ra (Reuters, AFP, AP)