Chefe do COI diz que 'monitora' notícias sobre 'caso Epstein'
Declaração chega após citação ao presidente do comitê das Olimpíadas de 2028
A presidente do Comitê Olímpico Internacional, Kirsty Coventry, afirmou neste domingo (1º) que monitora eventuais citações a membros da entidade nos arquivos sobre o bilionário pedófilo Jeffrey Epstein.
A declaração chega após a notícia de que o chefe do comitê organizador das Olimpíadas de Los Angeles 2028, Casey Wasserman, trocava mensagens com Ghislaine Maxwell, ex-socialite e cúmplice de Epstein em um esquema de prostituição infantil.
"Estamos observando e monitorando a imprensa", declarou Coventry ao ser questionada sobre o assunto em coletiva de imprensa em Milão, onde a cartola está para acompanhar as Olimpíadas de Inverno de 2026.
A presidente também disse que ainda não entrou em contato com Wasserman para discutir as menções a ele nos arquivos do caso Epstein.
No fim da semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou o acesso a mais de 3 milhões de páginas de documentos e 180 mil imagens relativas ao escândalo.
Os arquivos incluem uma troca de e-mails entre Wasserman e Maxwell em 2003, quando ele escreveu: "Não paro de pensar em você. O que preciso fazer para te ver com uma roupa de couro apertada?". O dirigente era casado na ocasião e, no último sábado (1º), disse lamentar "profundamente" sua correspondência com a cúmplice de Epstein, posteriormente condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual e abuso infantil.
O dirigente, no entanto, negou ter mantido relações pessoais ou de negócios com Epstein, embora tenha participado de uma viagem humanitária da Clinton Foundation, em 2002, em um avião do financista.
Epstein, condenado em 2008 por solicitar prostituição de uma menor de idade, foi encontrado morto em sua cela em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. .