Atos de violência nos EUA aumentam temor de ameaça terrorista em meio a guerra contra o Irã, aponta agência
Fontes do FBI dizem a Associated Press temerem falta de estrutura para o país lidar com situação
Desde que os Estados Unidos, em ação coordenada com Israel, bombardearam o Irã e mataram o líder supremo do país, a tensão se escalona no cenário internacional – e o temor não se restringe ao Oriente Médio. Na última semana foram registradas ocorrências de violência pontuais pelos EUA que estão sendo avaliados como possíveis casos de terrorismo, gerando um alerta de que mais atos do tipo possam ocorrer no país. As informações são da Associated Press.
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Foram três casos espalhados pelos Estados Unidos neste mês:
Na última quinta-feira, 12, aconteceu um atentado na sinagoga Temple Israel, que abriga um centro de educação infantil, em West Bloomfield, Michigan. O suspeito teria avançado com um carro contra a sinagoga, abrindo fogo no local. Ele foi morto por agentes de segurança, que ainda apuram se ele agiu sozinho. Segundo as autoridades locais, não houve feridos graves. O FBI investiga o caso como “um ato de violência direcionado contra a comunidade judaica”.
Na mesma quinta-feira, no estado de Virginia, houve um tiroteio na Old Dominion University em Norfolk que matou uma pessoa e feriu outras duas, ambas do Exército dos Estados Unidos. O atirador, segundo o FBI, já chegou a ser preso em após ter se declarado culpado de acusações federais por fornecer apoio material a terroristas. Ele foi liberado da prisão em 2024 e foi morto no conflito após abrir fogo. O caso está sendo investigado como terrorismo.
Outra situação ocorreu no início do mês, no sábado, dia 7, quando dois homens foram detidos em Nova York como suspeitos de levarem explosivos para um protesto em frente à casa do prefeito da cidade. De acordo com um jornalista da AFP que presenciou o ato, um dos envolvidos gritou “Allahu Akbar" ("Deus é o maior", em tradução livre) ao lançar o artefato. O explosivo não detonou, não deixando feridos. Agora, autoridades também investigam o caso como terrorismo.
Preocupação
A Associated Press conversou com fontes ligadas ao FBI, que comentam existir preocupação sobre a capacidade dos Estados Unidos de evitar um possível aumento de ameaças. Isso porque o sistema antiterrorismo do país tem sido impactado pela saída de profissionais experientes de segurança nacional do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA. Além das demissões e renúncias, há ainda o fato de recursos terem sido redirecionados nos últimos anos para atender outras prioridades do governo Trump.
À agência, o FBI não comentou o caso, mas informou que “agentes e funcionários são profissionais dedicados que trabalham 24 horas por dia para defender o país e combater crimes violentos. O FBI avalia continuamente e realinha seus recursos para garantir a segurança do povo americano”.
*Com informações de Reuters e Ansa

