Lula nomeia procuradora Ana Carolina Roman para o TRF-1
Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a escolhida pelo presidente ingressou no MPF em 2004 e é considerada nome de conciliação com ampla base de apoio no governo e na oposição
A procuradora da República Ana Carolina Alves Araújo Roman foi nomeada pelo presidente Lula para uma cadeira no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A nomeação foi publicada na manhã desta quarta-feira, 17, no Diário Oficial da União. No final de abril, Lula já havia nomeado 13 novos desembargadores para o TRF-1, o maior tribunal regional federal do País, sediado em Brasília e com jurisdição em 13 Estados e no DF - seis vagas foram preenchidas por critério de antiguidade e sete por critério de merecimento.
Ana Carolina Roman assume a vaga que era destinada ao Ministério Público Federal pela via do Quinto Constitucional.
Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ana Carolina ingressou no MPF em 2004, atuando na Procuradoria da República no Distrito Federal. Ela é considerada um nome de conciliação, contando com ampla base de apoio no governo e na oposição.
Ana Carolina já foi vice-presidente da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) e integrante do Grupo de Apoio ao Combate à Escravidão Contemporânea e ao Tráfico de Pessoas da 2ª Câmara de Coordenação do Ministério Público Federal, além representante da Associação Nacional de Procuradores da República Comissão Nacional de Erradicação ao Trabalho Escravo (Conatrae).
A procuradora tem especialização em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo e é mestre em Direito Constitucional pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).Formado por 43 desembargadores, o TRF-1 é a Corte competente para julgar os processos iniciados por quase 40% da população do País que ocupam mais de 80% do território nacional.
O tribunal é a segunda instância de processos oriundos de 13 estados e do DF, o que acirrou a disputa pelas vagas. Atualmente, tramitam na Corte casos de grande repercussão, como o esquema de tráfico de influência no MEC descoberto durante o governo Jair Bolsonaro.