Levantam golpe? Brasileiros que 'venderam' íris relatam dificuldade de receber pagamento
Projeto de 'venda de íris' prometia pagamento em criptomoedas, mas participantes relatam bloqueios e prejuízos; entenda o caso!
De acordo com apuração do G1, usuários brasileiros que forneceram a biometria da íris ao projeto Worldcoin em troca de criptomoedas estão enfrentando dificuldades para acessar suas contas e resgatar os valores prometidos. O projeto, que tem expandido sua atuação em áreas periféricas de São Paulo, utiliza a íris humana como um identificador digital avançado, mas agora gera reclamações entre os cadastrados.
O que aconteceu?
Os principais problemas relatados envolvem o funcionamento do World App, plataforma utilizada para armazenar e resgatar as moedas. Muitos usuários alegam que não conseguem acessar suas contas e, em alguns casos, foram até banidos sem explicação. Vivian Caramaschi, de 48 anos, é uma das afetadas: "Tentei contato pelo chat do app várias vezes e o problema não foi resolvido. Fui até a loja e me disseram que talvez eu tenha sido banida por atividade suspeita, mas que atividade? Não sei, e não deixei ninguém mexer no celular. Perdi a conta e o dinheiro."
Queda na cotação e restrições aumentam reclamações
O Worldcoin prometia o pagamento de 20 unidades da criptomoeda em até 24 horas após o escaneamento da íris, com mais 28 moedas distribuídas ao longo de um ano. O valor poderia ser convertido para reais, chegando a cerca de R$ 600 entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. No entanto, desde o final de janeiro, a cotação da moeda despencou. A queda coincidiu com a decisão da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) de vetar a remuneração e com a redução dos cadastros nos postos de escaneamento.
Empresa se pronuncia
Em nota enviada ao Portal LeoDias, a Tools for Humanity, empresa responsável pelo projeto no Brasil, afirmou em nota que disponibiliza suporte dentro do World App e reforçou a importância de realizar o backup da conta para evitar problemas de recuperação de acesso.
Enquanto isso, advogados especializados alertam que a empresa pode estar violando os direitos dos consumidores e que os afetados podem recorrer à Justiça para questionar os contratos firmados. As investigações seguem em andamento para apurar eventuais irregularidades no projeto.