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'Mal tem um lanche': Juíza do Trabalho defende continuação dos 'penduricalhos'

Juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares afirmou que magistrados de primeiro grau não usufruem de carro ou apartamento funcional

26 fev 2026 - 17h25
(atualizado às 18h12)
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A juíza do trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares recebeu cerca de R$ 113,8 mil líquidos em dezembro.
A juíza do trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares recebeu cerca de R$ 113,8 mil líquidos em dezembro.
Foto: Divulgação/Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho / Estadão

Em audiência realizada nesta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), a presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), a juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, criticou a falta de reajuste anual nos salários da magistratura e reclamou da suspensão de benefícios extras conhecidos como "penduricalhos".

Segundo ela, faltam benefícios básicos para os juízes de primeira instância que existem em tribunais superiores.

"Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível. Não tem apartamento funcional, plano de saúde, refeitório. Não tem água e não tem café, ministro Dino. No primeiro grau não tem, nós pagamos", disse.

A magistrada também argumentou que o salário bruto da categoria não corresponde ao valor efetivamente recebido. Segundo ela, dos R$ 46 mil brutos, após descontos da Previdência e do Imposto de Renda, restam pouco mais de R$ 20 mil líquidos.

"Esse valor nominal é completamente diferente para um minsitro ou para um desembargador. Desembargador também não tem quase nada, a não ser um carro. Não tem mais nada também. Mal tem um lanche, pelo menos no Rio de Janeiro. Então, quando se equaliza e quer moralizar, quando se fala de ética, tem que o conjunto da obra, e não apenas o valor de um subsídio", afirmou.

Cláudia também reclamou da instabilidade nos pagamentos. "Os juízes não têm segurança jurídica. Um mês não sabe o que vai receber, outro mês não sabe se vai cair. Esses 20 anos que passamos desde a fixação do subsídio, não foram tempos de tanta glória", disse. "O salário mínimo tem recomposição anual, por que o subsídio da magistratura não pode ter? Não é possível."

Dados da folha de pagamento do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região mostram que a juíza recebeu cerca de R$ 113,8 mil líquidos em dezembro.

Fonte: Portal Terra
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