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IA pode aumentar empregabilidade de pessoas com deficiência

Enquanto a Inteligência Artificial ameaça alguns empregos, o futuro do mercado de trabalho mira na valorização de habilidades humanas com oportunidades para PcD

23 nov 2023 - 12h45
(atualizado em 23/11/2023 às 03h36)
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Enquanto se discute os riscos da Inteligência Artificial (AI) na extinção de cargos de trabalho em nível global - estima-se uma queda de 300 milhões de vagas em dez anos, segundo estudo da Goldman Sachs -, especialistas apontam para os benefícios da tecnologia na empregabilidade de pessoas com deficiência (PcD).

Foto: Interactive Home Automation / DINO

De acordo com informações do Harvard Business Review, pelo menos 386 milhões de pessoas em idade ativa contam com algum tipo de deficiência; em alguns países, apesar da persistente escassez de mão de obra, o desemprego entre PcD chega a 80%.

Segundo Laurie Henneborn, diretora administrativa da Accenture Research e autora do artigo, a IA generativa pode ajudar os indivíduos a encontrar empregos e ter um bom desempenho em funções que não poderiam ser ocupadas sem a tecnologia. "Na minha própria experiência, vivendo com esclerose múltipla, já posso ver o potencial que um 'copiloto' poderia oferecer àqueles de nós que trabalham e vivem com deficiência - seja para encontrar e garantir empregos, fornecer informações para nos ajudar a interpretar situações com mais precisão ou oferecendo orientação enquanto participamos de diversas tarefas que envolvem linguagem", escreveu Hanneborn.

Uma das formas que os sistemas alimentados por IA podem ajudar a remover barreiras ao emprego de PcD é proporcionando novas oportunidades de trabalho remoto. Assistentes virtuais e chatbots podem ser usados, por exemplo, para ajudar funcionários com deficiência a utilizar mais facilmente tecnologias como videoconferências e software de gestão de projetos.

Especialista em automação residencial, o brasileiro Roney Vanucci, CEO da Interactive Home Automation, com sede nos Estados Unidos, fala como a IA pode colaborar no controle de tarefas por meio de voz e gestos. "A tecnologia permite que pessoas com necessidades especiais possam romper barreiras físicas na hora de se alimentar, ir ao banheiro ou se medicar, dando a elas mais autonomia e, consequentemente, mais chance de empregabilidade", disse. "Além disso, as ferramentas de agendamento e gerenciamento de tempo baseadas em IA podem ser usadas para ajudar pessoas com deficiência a executar seu trabalho com mais facilidade, reduzindo o stress e melhorando a produtividade", afirma.

Enquanto a IA ameaça funções mecânicas e processuais, o futuro do mercado de trabalho mira na valorização de habilidades humanas como empatia, pensamento crítico e criatividade. "Essa colaboração entre humanos e máquinas tem o poder de abrir portas para uma inovação sem precedentes, beneficiando diversos setores e promovendo melhorias substanciais. A chave para abraçar essa evolução reside na compreensão de que a Inteligência Artificial é uma aliada, uma ferramenta que impulsiona o crescimento humano e inaugura uma era de trabalho mais humanizada do que nunca", analisa Sandra Maura, CEO da TopMind.

No Brasil, um levantamento do IBGE divulgado em 2021 aponta que 8,4% da população (17,3 milhões de pessoas) têm algum tipo de deficiência. Entre elas, apenas 28,3% estavam empregadas no momento da pesquisa.

Website: https://hbr.org/2023/08/designing-generative-ai-to-work-for-people-with-disabilities

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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