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Política

Pré-candidatos à Presidência do Brasil repercutem ataque à Venezuela e captura de Maduro

Tarcísio, Flávio, Caiado, Ratinho, Zema e Eduardo Leite se manifestaram após a operação americana na Venezuela

3 jan 2026 - 12h48
(atualizado às 16h56)
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Pré-candidatos à presidência do Brasil já se manifestaram sobre a operação americana na Venezuela que levou à captura do ditador Nicolás Maduro na madrugada deste sábado, 3.

A reação predominante entre os pré-candidatos de oposição Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Flávio Bolsonaro e Ratinho Junior é a de celebrar o ataque, tratando-o como uma "libertação" do povo venezuelano.

A posição destoa do presidente do Brasil e pré-candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a investida americana ultrapassou "uma linha inaceitável", de acordo com uma nota divulgada pelo governo. Para Lula, a ação ameaça a presenvação da America Larina como "zona de paz".

O único pré-candidato de oposição que tem um posicionamento distinto é Eduardo Leite, que criticou o regime de Maduro, mas também disse que a intervenção dos EUA é 'inaceitável'.

Confira as declarações de outros pré-candidatos:

Tarcísio de Freitas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) postou, na tarde de sábado, um vídeo em sua rede social X, desejando que "a prisão do ditador Maduro seja o primeiro passo no caminho da liberdade para a Venezuela".

Tarcísio ainda aproveitou para alfinetar o presidente Lula. Em seu vídeo, ele indica que a ditadura venezuelana só sobreviveu por ter "apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro", e ao fundo, mostrou imagens do presidente brasileiro cumprimentando Maduro.

Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) celebrou a captura de Maduro na rede social X em diversas publicações desde a manhã. Bolsonaro afirmou que não se tratava de uma "invasão" americana, mas sim de uma "libertação" do regime ditatorial de Maduro.

"A Venezuela tornou-se um dos exemplos mais extremos de como um regime autoritário pode destruir uma nação", apontou o senador. "Maduro utilizava o território venezuelano como rota estratégica para a distribuição de drogas para diversos países".

Ronaldo Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), também celebrou a captura de Maduro em uma publicação na rede X.

"Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país", apontou Caiado.

Ratinho Júnior

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), parabenizou o governo Donald Trump pela operação americana em Caracas e afirmou que o povo venezuelano "estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos", em uma publicação no X.

Romeu Zema

O governador da Minas Gerais, Romeu Zema (Partido Novo), desejou na rede social X que a captura de Maduro abra novos caminhos ao povo venezuelano. "Que a queda de Maduro sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento".

Zema disse que o regime chavista isolou Caracas do resto do globo e "mostrou os efeitos trágicos de regimes autoritários".

Eduardo Leite

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) demonstrou preocupação com o aumento das tensões na América Latina em uma publicação na rede social X.

"O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. Viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável", destacou Leite.

O governador ressaltou a necessidade de resolver os conflitos com dialogo e respeito à soberania das nações. "Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas".

Estadão
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