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Sem conclusão, aquário gigante no MS já custa o triplo do previsto

Orçada inicialmente em R$ 84 milhões, obra da gestão do ex-governador André Puccinelli já havia consumido R$ 235 milhões até ser paralisada em junho de 2016; projeto é investigado no âmbito da Operação Lama Asfáltica

9 ago 2018
05h11
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CAMPO GRANDE - Uma das obras emblemáticas da gestão do ex-governador do Mato Grosso do Sul André Puccinelli (MDB), o Aquário do Pantanal, previsto para ser o maior viveiro de peixes de água doce do mundo, já custou o triplo do preço inicial e ainda não está pronto. A obra, orçada inicialmente em R$ 84 milhões, havia consumido R$ 235 milhões até ser paralisada em junho de 2016. O atual governo espera concluir a obra até o fim deste ano, gastando mais R$ 38 milhões, mas ainda não teve o aval da Justiça.

O projeto é investigado pela Controladoria Geral da União (CGU), pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lama Asfáltica, que apura o envolvimento de políticos, empresários e agentes públicos em licitações, obras superfaturadas e pagamento de propina no Estado.

A obra, considerada por muitos como um "elefante branco", está cercada por tapumes metálicos, bem ao lado do Parque das Nações Indígenas. Peixes brasileiros e de várias partes do mundo vão ser acomodados em 24 tanques com 6,6 milhões de litros de água. Serão cerca de 10 mil animais de 263 espécies, além de répteis como cobras e jacarés. Mesmo sem o aquário ter ficado pronto, a maior parte dos peixes já foi comprada e está alojada provisoriamente na sede da Polícia Militar Ambiental.

Estadão Conteúdo

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