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França: Tenho mais chances com mais pessoas simples votando

Ex-governador afirma que a cidade tem de estar preparada para 'covid-20, covid-21 e covid-24'

14 nov 2020 - 17h31
(atualizado às 18h17)
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Na véspera do primeiro turno das eleições municipais, o ex-governador Márcio França, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSB, disse contar com o voto das pessoas da periferia para chegar à próxima etapa do pleito. "Haverá abstenção grande, mas eu espero que as pessoas votem. Quanto mais as pessoas mais simples votarem, mais chance de nós irmos para o segundo turno", afirmou neste sábado, 14, durante coletiva de imprensa realizada em frente ao Aeroporto Campo de Marte.

Marcio França, candidato à prefeitura de São Paulo, visita apoiadores na Barra Funda
Marcio França, candidato à prefeitura de São Paulo, visita apoiadores na Barra Funda
Foto: Danilo M Yoshioka / Futura Press

"Como da outra vez, estou muito contente no final, penso que a situação acabou levando a gente para uma situação importante", disse, comparando as suas chances de ir ao segundo turno com as eleições de 2018, em que protagonizou uma virada contra Paulo Skaf (MDB) e foi ao segundo turno contra o atual governador, João Doria (PSDB).

O candidato participou de uma carreata com aliados que saiu ao meio-dia da frente do aeroporto e seguiu até edifício-sede do time Corinthians, no Tatuapé, onde foi realizado um ato político. Em seu discurso, França defendeu a necessidade da população ir votar enquanto toma precauções para se proteger da pandemia do novo coronavírus.

"É claro que a pandemia não é uma brincadeira. A Lúcia pegou covid", disse, referindo-se à mulher, a professora Lúcia França. "A minha filha pegou covid, o Caio pegou covid", acrescentou, citando o filho deputado estadual que atua em sua campanha. "Muita gente pegou da minha família pegou covid, eu perdi um primo e uma tia. Um primo-irmão, de 50 anos de idade. Então é claro que não é uma brincadeira, temos que tomar toda a precaução. Mas o que não dá para aguentar é essa incompetência do poder público", concluiu, citando contaminações ocorridas no transporte público.

"Esse é o covid-19. Todos vocês vão saber que vai haver o covid-20, o covid-21, covid-24. Muitos covids existirão, pode acontecer a qualquer instante. Uma cidade como São Paulo tem que estar preparada para isso", argumentou o candidato.

Na saída da carreata, estava presente o deputado Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força, presidente do partido Solidariedade, que está na coligação de Márcio em São Paulo. Já o ato no Corinthians contou com discursos do ex-secretário municipal Anderson Pomini, coordenador-jurídico da campanha; do ex-ministro Aldo Rebelo (SD), um dos coordenadores políticos da equipe; do sindicalista Antonio Neto, o vice na chapa, e a professora Lúcia França, esposa do candidato.

No período da tarde, França tem apenas compromissos fechados ao público e ainda pode fazer gravações para as redes sociais, já que é permitido postar conteúdos de campanha até 23 horas deste sábado, dia 14.

Ainda na coletiva em frente ao Aeroporto Campo de Marte, França foi questionado por repórteres sobre a ação protocolada na madrugada de sexta-feira em que sua campanha pede a cassação da chapa do atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição. O processo alega que houve uso da máquina da Prefeitura na campanha tucana, o que configuraria um abuso.

"Acho que o principal é que a gente foi somando. Uma coisa ou duas, você deixa escapar", afirmou o ex-governador, alegando que muitos excessos foram cometidos. "Quando o (candidato à reeleição do) governo municipal faz live de dentro da Prefeitura, eles estão se utilizando de uma estrutura que é pública, que não pertence a eles. Nós só passamos por essas vagas, aquilo lá não pertence a ninguém. É para poder reorientá-los, eles precisam tomar essa chamada para se reorientar", acrescentou.

Ao responder a questionamento sobre ter passado por investigação semelhante depois de tentar se reeleger governador, França disse: "Eu passei por todos os procedimentos que foram investigados e, ao final, fui absolvido. Significa dizer que eu não fiz nada de errado. Agora, a Justiça vai investigar. Se eles fizeram algo errado, vão ter que ser punidos".

Em sua agenda de hoje, Covas comparou o adversário ao presidente Donald Trump, que não reconheceu a vitória de seu adversário das eleições.

Estadão
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