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Saiba quem pode ser candidato a governador do Rio nas eleições 2018

Índio da Costa, Romário, Pedro Fernandes e Márcia Tiburi; veja quais pré-candidaturas já estão definidas e como partidos articulam apoios e alianças para disputa pelo Palácio da Guanabara

5 jun 2018
14h01
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As candidaturas para as eleições 2018 só poderão ser oficializadas entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, quando serão realizadas as convenções partidárias. No entanto, muitas siglas já decidiram ou estão articulando quais serão seus nomes na disputa.

No Rio de Janeiro, mesmo com a definição de pelo menos oito pré-candidatos, os partidos ainda articulam apoios e alianças para a disputa pelo Palácio da Guanabara.

Confira abaixo uma lista dos prováveis candidatos a governador do Rio de Janeiro neste ano:

Índio da Costa (PSD)

O deputado federal é o único nome cogitado pelo PSD, até o momento, para ser candidato a governador do Rio de Janeiro. Ex-secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação da administração de Marcelo Crivella, Índio da Costa espera contar com o apoio do prefeito do Rio e de seu partido, o PRB, nas eleições estaduais. Crítico da intervenção militar na Segurança Pública do Rio - apesar de ter votado a favor da medida na Câmara dos Deputados -, o parlamentar já foi candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) em 2010. Naquela oportunidade, Índio da Costa estava filiado ao DEM.

Romário (PODE)

O senador é o pré-candidato a governador do Rio do Podemos (ex-PTN). A pretensão do ex-jogador de disputar o pleito foi anunciada em setembro do ano passado e confirmada em março deste ano. Em 2014, Romário foi eleito ao Senado Federal com 4.683.963 votos, um número pouco menor dos votos somados (4.861.678) que Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella receberam no primeiro turno da eleição para governador daquele ano. A eventual concretização da candidatura de Romário também deve abrir palanque no Rio para o senador Álvaro Dias, pré-candidato de seu partido para a Presidência da República.

Tarcisio Motta (PSOL)

O vereador do Rio de Janeiro deverá ser novamente o candidato do PSOL para o Governo do Estado. Em 2014, Tarcísio Motta surpreendeu durante a campanha e alcançou a quinta posição na eleição para o Palácio da Guanabara, com quase 9% dos votos no primeiro turno. Neste ano, um dos nomes cotados para compor a chapa de Motta como candidata ao cargo de vice-governadora era o da vereadora Marielle Franco, assassinada em uma emboscada no centro do Rio no mês de março.

Márcia Tiburi (PT)

A escritora. 'Precisamos olhar para a sociedade na qual o feminismo surge e tentar entendê-la sob o prisma analítico e crítico'
A escritora. 'Precisamos olhar para a sociedade na qual o feminismo surge e tentar entendê-la sob o prisma analítico e crítico'
Foto: Simone Marinho/Divulgação / Estadão

A filósofa e escritora Márcia Tiburi, recém-filiada ao PT, pode ser a candidata do partido nas eleições para o Governo do Rio. Ela foi convidada pelo presidente estadual da sigla, Washington Quaquá, para ocupar o espaço deixado pelo ex-chanceler Celso Amorim, que desistiu de participar da corrida pelo Palácio da Guanabara.

Apesar de Márcia Tiburi ainda não ter aceitado o convite, o PT diz estar otimista com a possível candidatura e acredita que a resposta será dada pela filósofa em breve. Sobre a saída de Celso Amorim do cenário eleitoral estadual, o partido afirma que a desistência se deu por razões familiares.

Especulações apontam que o ex-chanceler é cogitado como possível "plano B" petista para substituir Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato, na corrida presidencial. Em março, antes de Lula ser preso, Amorim condicionou sua candidatura para governador à definição da situação do ex-presidente. "Uma coisa é com Lula e outra coisa é sem Lula", disse o ex-ministro ao Estadão/Broadcast Político. "Não é só analisar se eu quero, se o PT do Rio quer, isso tudo é importante também, mas é importante analisar o quadro nacional."

Pedro Fernandes (PDT)

O deputado estadual Pedro Fernandes, recém-filiado ao PDT, será o nome da sigla da disputa pelo Governo do Rio. Ex-secretário estadual de Ciência e Tecnologia na gestão do governador Pezão e ex-secretário municipal de Assistência Social do prefeito Crivella, Fernandes se consolidou como opção do partido para o pleito estadual depois que a deputada estadual Martha Rocha, nome preferido pelo PDT, recusou o convite para disputar as eleições para governador.

"Antes de discutir candidatura, a gente tem conversado sobre a importância de construir uma frente de centro-esquerda para garantir uma vaga no segundo turno. A gente tem conversado com o PCdoB, que já fechou questão em relação a isso com a gente. Estamos conversando com o PSB, PPS, Rede e com o PT", disse Fernandes ao Estado.

Apesar das negociações avançadas com o PCdoB, o pré-candidato do PDT afirmou que não há, neste momento, uma decisão sobre quem encabeçaria uma eventual chapa formada pelas duas siglas. O deputado estadual afirma, inclusive, que aceitaria abrir mão de ser o candidato principal se esta for a vontade dos partidos. "Se estou propondo e defendo uma união entre os partidos de centro-esquerda, temos que deixar as vaidades de lado", concluiu.

Leonardo Giordano (PCdoB)

O PCdoB segue com Leonardo Giordano como seu pré-candidato para as eleições 2018. O vereador de Niterói é a escolha da sigla para as eleições estaduais e compara o momento atual no Rio com o cenário das eleições presidenciais, onde Manuela D'Ávila defende uma frente de esquerda, mas mantem sua pré-candidatura para a corrida ao Planalto.

Miro Teixeira (Rede)

Quem também está conversando com líderes de outros partidos é o deputado Miro Teixeira, provável candidato da Rede Sustentabilidade para o Governo do Rio. O parlamentar revelou ao Estado que mantém diálogo aberto com outros pré-candidatos e que já procurou conversar com membros das direções do PSDB, PPS, PSD e DEM. Atualmente no sétimo partido de sua carreira política, Miro já confirmou que não será candidato para a Câmara dos Deputados nesta eleição.

Wilson José Witzel (PSC)

O ex-juiz federal deixou a magistratura após 17 anos no início de março e deve ser o candidato a governador do Rio pelo PSC. Nascido em Jundiaí, Wilson José Witsel se mudou para o Rio aos 19 anos, onde foi integrante do Corpo de Fuzileiros Navais, servidor municipal na PreviRio e defensor público estadual antes de se tornar juiz, em 2001. Como magistrado, atuou em varas cíveis e criminais no Rio e no Espírito Santo. Sua candidatura também deverá servir como palanque no Rio para Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES e pré-candidato à Presidência da República pelo PSC.

Anthony Garotinho (PRP)

Recém-filiado ao PRP, o ex-governador é o nome do pequeno partido para as eleições 2018 no Estado do Rio. De acordo com a sigla, a provável candidatura de Anthony Garotinho já conta com apoio de Pros, Patriota e PPL. O ex-ministro do Trabalho Brizola Neto (PPL) é cotado para compor a chapa como vice. Preso em novembro de 2017 sob acusações de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos de 2009 e 2016, Anthony Garotinho teve a prisão preventiva suspensa ainda em dezembro do ano passado, por decisão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

Eduardo Paes (DEM)

O ex-prefeito do Rio de Janeiro deixou o MDB e se filiou ao DEM no início de abril. Antes disso, Eduardo Paes chegou a negociar sua ida para o PP. Após reuniões com os líderes das duas siglas, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia chegou a afirmar que se Paes se candidatasse ao Palácio da Guanabara pelo PP o DEM o apoiaria e vice-versa. No entanto, o ex-prefeito ainda não definiu se será, de fato, candidato a governador do Rio de Janeiro. Se decidir concorrer, ainda terá de enfrentar outro problema: Paes está atualmente inelegível por abuso de poder econômico após decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio. Ele nega as acusações e ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

Vinícius Farah (MDB)

Partido do atual governador Luiz Fernando Pezão e de seu antecessor, Sérgio Cabral, o MDB pretende ter candidato próprio nas eleições 2018. De acordo com o deputado federal Leonardo Picciani, presidente estadual da legenda, o nome cotado para disputar o Palácio da Guanabara pela sigla é o de Vinícius Farah, ex-prefeito do município de Três Rios.

PSB

O PSB ainda não decidiu se lançará um candidato próprio para governador. Presidente estadual da sigla e candidato a prefeito do Rio em 2016, o deputado federal Alessandro Molon não quer disputar as eleições para o Palácio da Guanabara e pretende ser candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados. A definição da candidatura do PSB para a Presidência da República pode influenciar a decisão no plano estadual. Atualmente, o partido vive o impasse sobre a possibilidade do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa concorrer ao Palácio do Planalto. A eventual candidatura estadual da sigla poderia ser um palanque valioso no Rio de Janeiro para o jurista.

Partido Novo

O ex-técnico da seleção brasileira de vôlei era o nome desejado pelo Partido Novo, mas não deve disputara eleição ao Governo do Rio. Bernardinho ainda não se manifestou oficialmente, mas a desistência foi confirmada ao Estado pelo presidente estadual da sigla, o engenheiro Luciano Carvalho. Filiado à legenda desde 2016, o treinador deverá se tornar uma espécie de "embaixador" e participar de eventos de candidatos a deputados. Por ora, não há nenhum nome cogitado pelo partido para disputar o cargo de governador.

Estadão
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