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Seminário de Educação LIDE e Unicef: Lideranças debatem hiato entre o ensino tradicional e o mercado de trabalho

Em evento em São Paulo, gestores da Raia Drogasil e governo estadual defendem capacitação prática e contínua como resposta à baixa qualificação dos jovens brasileiros

12 mar 2026 - 21h24
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O descompasso entre o ensino tradicional e as demandas reais do mercado de trabalho motivou debates intensos durante o Seminário Educação, realizado nesta quarta-feira (11) na Casa LIDE, em São Paulo. Sob o tema "Educação, Formação e Geração de Empregos", o evento — uma iniciativa do LIDE e da UNICEF — reuniu lideranças empresariais e públicas que apontaram o investimento na formação interna de talentos e a capacitação contínua como as soluções mais eficazes para sustentar a eficiência operacional em grandes organizações.

Seminário Educação, realizado nesta quarta
Seminário Educação, realizado nesta quarta
Foto: feira (11), contou com Daniel Moraes, diretor de Gente e Cultura da Raia Drogasil Saúde - Evandro Macedo (LIDE) / Perfil Brasil
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Educação e geração de empregos no Brasil

No setor privado, o destaque ficou para o modelo de ascensão profissional da Raia Drogasil Saúde. O diretor de Gente e Cultura da companhia, Daniel Moraes, revelou que a estratégia de promover talentos a partir da base é um pilar central para o faturamento de R$ 40 bilhões da rede. "Nenhum diretor nosso regional que está nas operações que entrega esses 40 bi veio de fora. Todos vieram da base, começaram do caixa", afirmou o executivo, destacando que a empresa mantém 1.600 jovens aprendizes integrados a esse ecossistema de crescimento.

A necessidade de uma formação mais prática também foi ecoada pelo secretário de Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder. Ao criticar a escassez de bagagem prática nos cursos de licenciatura, Feder defendeu que a preparação docente deve ser específica e frequente. "Infelizmente, os cursos de licenciatura — o MEC acertou, na minha visão, ao não permitir aula para licenciatura 100% online — as formações de professores foram com muito pouco a bagagem para entrar à sala de aula", observou o secretário.

O cenário de baixa competitividade da juventude brasileira foi o alerta central da empresária Rachel Maia, CEO da RM CIA 360. Ela destacou que apenas entre 10% e 13% dos jovens brasileiros estão se formando em áreas competitivas para o futuro. Esse dado foi complementado pela análise de Mônica Dias Pinto, chefe de educação do UNICEF no Brasil, que questionou: "O que a gente precisa de fato priorizar e inovar para a gente educar bebês, crianças, adolescentes e jovens para o século 21?". Para as especialistas, as transformações digitais e climáticas exigem uma educação que acompanhe a evolução geracional do cérebro.

Inovações

O seminário também apresentou soluções inovadoras como a "residência pedagógica". Rogério Mainardes, diretor da Editora Munera, relatou como a aplicação de conhecimentos universitários de medicina, arquitetura e pedagogia em demandas reais dos municípios pode transformar cidades. "O estudante de arquitetura desenhava uma praça para aquele munícipe. A cidade precisa e os universitários precisam dessa motivação", concluiu.

Perfil Brasil
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