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Na Bahia, Boulos defende diversidade de candidaturas de esquerda

Para pré-candidato do PSOL, 'o pensamento único não interessa a ninguém e nenhuma pré-candidatura existe por acaso'

5 jun 2018
12h44
atualizado às 16h50
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SALVADOR - O pré-candidato do PSOL ao Palácio do Planalto e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, defendeu na manhã desta terça-feira, 5, a "diversidade do campo de esquerda" disse não temer que o segundo turno das eleições presidenciais aconteça sem um representante da oposição. Durante a atividade da qual participou na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, Boulos também atacou o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro.

As declarações do pré-candidato do PSOL foram dadas um dia depois de a deputada estadual gaúcha Manuela D'Ávila, pré-candidata do PCdoB, sinalizar uma possível unificação das chapas de esquerda. Para Boulos, "o pensamento único não interessa a ninguém" e "nenhuma pré-candidatura existe por acaso".

"Não temo (que a esquerda não vá ao segundo turno), porque, se você pegar as candidaturas de centro-direita e de direita no Brasil, todas elas são Temer. Algumas são Temer disfarçado, outras são Temer assumido. O Temer é o governo com maior rejeição da história republicana. É difícil achar na rua quem aprove o Temer. É mais difícil que achar torcedor da Portuguesa de Desportos. E não acredito que o povo vai colocar no segundo turno duas candidaturas que represente Temer", avaliou.

Boulos também disse que "ninguém está esperando decisões do PT" e se recusou a comentar os possíveis substitutos do ex-presidente Lula em caso de impugnação da candidatura do líder petista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Eu não sou militante do PT, eu não posso dizer os caminhos que o PT vai tomar", disse, ao chegar à Escola de Dança da UFBA.

O pré-candidato do PSOL ainda atacou o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro. "O Bolsonaro se aproveita de um momento de fragilidade da sociedade brasileira, de um momento de medo e de insegurança. Quando as pessoas estão com medo, elas ficam vulneráveis ao ódio, ao discurso de que a solução é na porrada. É dessa maneira que o Bolsonaro faz o populismo da violência, o seu populismo da intolerância. Mas eu não acredito que esse tipo de discurso e de prática tenha condições de ganhar as eleições no Brasil. O povo brasileiro vai saber desmascarar essa farsa. O Bolsonaro é um impostor", afirmou.

Boulos foi acompanhado pelos pré-candidatos do PSOL ao governo da Bahia e ao Senado, Marcos Mendes e Fábio Nogueira, respectivamente, e pelo vereador da legenda em Salvador Hilton Coelho, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia em outubro. Antes do evento, eles fizeram reuniões para alinhar o discurso com vistas às campanhas eleitorais do PSOL na Bahia.

Na Bahia, onde fica até quarta-feira, 6, o pré-candidato do PSOL também visitará terreiros de candomblé, comunidades populares em Feira de Santana, segundo maior município do Estado, e fará debates na Faculdade de Direito da UFBA e na Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Em sua fala, na UFBA, presidenciável do PSOL também atacou o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e defendeu investimento em universidades públicas e educação básica

Estadão
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