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Marina vota no Acre: “volto à militância socioambiental”

26 out 2014
14h41
atualizado às 15h09
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<p>Candidata derrotada do PSB à presidência votou em Rio Branco</p>
Candidata derrotada do PSB à presidência votou em Rio Branco
Foto: Altino Machado / Terra

A ex-senadora Marina Silva, candidata derrotada do PSB à Presidência da República, votou às 9h10 (12h10 em Brasília) em Rio Branco (AC), sua terra natal. Ela compareceu à seção eleitoral, na sede da Superintendência do Incra, acompanhada do marido Fábio Vaz de Lima e do pai Pedro Augusto da Silva.

Marina, que declarou apoio no segundo turno ao candidato Aécio Neves (PSDB), manteve neutralidade em relação à acirrada disputa pelo governo do Acre, onde o governador petista Tião Viana enfrenta o tucano Marcio Bittar. O PT está há 16 anos consecutivos no comando do governo estadual.

Questionada sobre a realidade no Acre com a defesa que fez durante a campanha presidencial, de necessidade de alternância no poder no País, Marina Silva assinalou que a discussão vem sendo feita e que a decisão é da sociedade brasileira.

A ex-senadora disse que apoia Aécio Neves pelo compromisso que o candidato assumiu de institucionalizar em lei o Bolsa Família, para que seja um direito de todos os trabalhadores e pessoas fragilizadas, de não permitir que a demarcação de terras indígenas seja feita pelo Congresso, mas que seja mantida como uma prerrogativa do Poder Executivo, e de não permitir que a estabilidade econômica continue sendo ameaçada.

<p>Ela, que declarou apoio no segundo turno a Aécio Neves, manteve neutralidade em relação à disputa pelo governo do Acre</p>
Ela, que declarou apoio no segundo turno a Aécio Neves, manteve neutralidade em relação à disputa pelo governo do Acre
Foto: Altino Machado / Terra

“Aqui no Estado do Acre eu fico neutra. Não manifestei nenhum posição, de acordo com a posição da Rede Sustentabilidade. Espero que o povo acreano, que já me deu tantas coisas boas, continue fazendo o melhor para o nosso Estado”, afirmou.

Marina disse que, após as eleições, pretende se dedicar à militância socioambietal. Ela voltou a dizer que foi atacada e desconstruída durante a campanha, mas ponderou que o povo mostrou mais uma vez, com 22 milhões de votos, que acredita em projeto político que une o Brasil, que apresenta plano de governo e que quer discutir a educação de tempo integral, o passe livre, a melhoria da vida nas cidades, saneamento básico, infraestrutura e a proteção do meio ambiente. 

“Eu sou uma pessoa que assim que termina uma eleição eu volto para as minhas causas. Não fico na cadeira cativa de candidata. A política para mim é um ideal. Faço política lutando para que o Brasil seja melhor, para que o mundo seja melhor. Agora eu volto para a minha militância socioambiental de cabeça erguida. Saímos maior do que em 2010 ”, afirmou.

A ex-ministra do Meio Ambiente criticou a presidente Dilma Rousseff porque “o desmatamento voltou a crescer no Basil depois de ter caído durante 10 anos”. Marina disse que Dilma “criou pouquíssimas terras indígenas, baixíssimas unidades de conservação e não há escoamento para a produção”. 

“O Brasil que aumentar a produção por ganho de produtividade e não por expansão predatória da fronteira agrícola. Os índios, os quilombolas, não são o problema do agronégocio. O grande problema do agronegócio é a falta de armazenamento, de estradas, hidrovias e ferrovias. O grande desafio hoje é melhorar a qualidade da política para que se tenha uma governança baseada em programa e não em pragmatismo na distribuição de ministérios”, acrescentou.

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Fonte: Especial para Terra
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