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Impacto de vídeos de Britney Spears no debate sobre TDAH e saúde mental feminina

Psiquiatra analisa relação entre uso de estimulantes, estresse crônico e os desafios do diagnóstico de transtornos em mulheres

16 mar 2026 - 05h54
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A recente atividade de Britney Spears em redes sociais, marcada pela publicação de vídeos de dança, reaqueceu o debate público sobre a saúde mental feminina e o tratamento de transtornos neurodivergentes. A repercussão dos conteúdos, que viralizaram em múltiplas plataformas, resgatou relatos da biografia The Woman in Me (2023), na qual a artista menciona o uso de Adderall, medicamento indicado para o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Britney Spears
Britney Spears
Foto: Reprodução/ Instagram / Perfil Brasil

De acordo com a médica psiquiatra Dra. Thaíssa Pandolfi, especialista em saúde mental da mulher, a discussão sobre o uso de estimulantes por figuras públicas costuma ser reduzida a conceitos de dependência ou abuso, ignorando mecanismos de funcionamento cerebral.

O Adderall atua no aumento de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. Em pacientes com TDAH, a substância reduz a impulsividade e a desorganização cognitiva. Todavia, a especialista pondera que, em contextos de estresse severo, esses fármacos podem ser buscados para proporcionar clareza mental temporária, funcionando como uma tentativa de manter a funcionalidade diante de colapsos internos.

A psiquiatra destaca que o caso de Britney Spears expõe uma questão estrutural: o subdiagnóstico de TDAH em mulheres. Historicamente, pacientes do sexo feminino recebem diagnósticos equivocados de ansiedade ou instabilidade emocional antes da identificação de falhas atencionais.

No cenário de Britney Spears, somam-se fatores agravantes ao sistema nervoso:

  • Exposição mediática precoce e ininterrupta;

  • Vigilância constante e perda de autonomia institucional;

  • Hipervigilância causada por estresse traumático prolongado.

Dra. Thaíssa ressalta que o diagnóstico retrospectivo de figuras públicas é antiético e que o transtorno por uso de substâncias possui critérios clínicos rigorosos. Para a médica, a análise deve focar na dificuldade de mulheres sob pressão extrema em encontrar espaços de escuta qualificada e acolhimento real.

O episódio evidencia a necessidade de discutir quantas mulheres buscam regular sistemas nervosos sobrecarregados sem o suporte adequado, transformando o caso da cantora em um indicador de como a sociedade interpreta a funcionalidade e o sofrimento psíquico feminino.

Perfil Brasil
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