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Dilma vê "processo golpístico" em insinuação de impeachment

Uma petição online pede a retirada da presidente por reportagem publicada na última edição da revista Veja

25 out 2014
12h51
atualizado às 13h32
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A presidente Dilma Rousseff repudiou neste sábado, em Porto Alegre, o que chamou de “processo golpístico” contra a sua candidatura à reeleição. Questionada sobre uma petição online que fala em impeachment de seu mandato por causa da reportagem publicada na última edição da revista Veja, a petista, irritada, disse que há uso político de denúncias sem provas contra ela.

<p>Dilma considera 'processo golpista' petição online estimulada por matéria da Veja</p>
Dilma considera 'processo golpista' petição online estimulada por matéria da Veja
Foto: Ale Silva / Futura Press

“Eu acho isso um absurdo. quero manifestar meu repúdio a esse tipo de processo golpístico que não se coaduna com uma situação democrática. Eu tenho uma vida inteira que demonstra meu repúdio à corrupção, não compactuo com a corrupção, e quero que provem que eu não compactuo com a corrupção e não quero que se insinue, sem provas”, disse a presidente, antes de um ato público de campanha em Porto Alegre.

A edição de ontem da revista Veja divulgou falas atribuídas ao doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal, segundo as quais Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.

O PT anunciou medidas contra a revista, enquanto articulistas brasileiros passaram a dizer que, se comprovado, haveria provas para um processo de impeachment. Crítico do governo Dilma, o jurista Ives Gandra Martins levantou a hipótese em uma entrevista à rádio Jovem Pan.

“Nesse caso da Petrobras ou em qualquer outro eu vou investigar a fundo, doa a quem doer, não vai ficar pedra sobre pedra, questão que a mim diz respeito porque é algo que eu considero dever de um presidente quando está em exercício, que aliás nunca aconteceu neste País. Ou engavetavam os processos ou deixavam que prescrevessem”, disse, referindo-se à gestão de Fernando Henrique Cardoso.

“Vou informar à nação, não dessa forma seletiva, que permite que bandidos que tentam salvar sua própria pele façam acordos políticos e digam coisas sem fundamento”, afirmou.

Dilma condena vandalismo ao prédio da Abril
Durante a entrevista, a presidente condenou o vandalismo ao prédio da editora Abril, que edita a Veja, após a divulgação da reportagem.

"Lamento qualquer ato de vandalismo, não concordo, repudio. Isso é uma barbárie, não deve ocorrer, deve ser coibido, nós só podemos aceitar um padrão de discussão que seja passível com argumentos e que não ataque uns aos outros, não se cria um país civilizado dessa forma", disse.

Dilma faz apelo por comparecimento de “mais simples” às urnas
Na véspera do segundo turno, Dilma fez um apelo para evitar prejuízos por causa da abstenção de seu eleitorado. O PT tem reforçado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir o transporte de pessoas em áreas isoladas e rurais para zonas eleitorais. O partido teme que eleitores faltantes nestas áreas, onde Dilma tem votação expressiva, possa favorecer o candidato Aécio Neves (PSDB).

“Faço um apelo às pessoas mais simples, compareçam para votar. você tem o mesmo poder com o resto da população brasileira. É uma cerimônia importantíssima a cerimônia do voto”, disse a presidente.

Dilma fez um rápido passeio em carro aberto no centro de Porto Alegre e não discursou, já que a lei eleitoral não permite comícios na véspera da eleição.

Terra

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