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Dilma ouvirá "todos os setores" para mudanças na economia

27 out 2014
21h15
atualizado às 21h33
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A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) disse que fará em segundo mandato todas as “reformas que o Brasil exige”, em entrevistas ao Jornal da Record e ao Jornal Nacional, na noite desta segunda-feira. Segundo Dilma, a vitória apertada sobre Aécio Neves (PSDB) mostrou que a população aprovou seu governo, mas deixou o recado de que também quer "mudança" e reafirmou que a palavra de seu governo será "diálogo".

<p>Dilma Rousseff afimrou que priorizará o diálogo com todos os setores da sociedade</p>
Dilma Rousseff afimrou que priorizará o diálogo com todos os setores da sociedade
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

“Toda democracia manda um recado de mudança numa eleição. ‘Olha, eu acho que você acertou numas coisas, mas você tem de melhorar, tem de fazer mais’, é o recado do eleitor”, disse Dilma. A presidente disse que fará um governo priorizando “os pobres, as mulheres, os negros e os jovens, com foco fundamental na educação, na cultura e nas ciências” para fazer o Brasil um país moderno.

Economia
Dilma não revelou quem substituirá o ministro Guido Mantega na pasta da Fazenda. “No tempo exato, darei nome e perfil. Não vou discutir ministro, vou discutir o meu ministério”, afirmou. Ela disse ainda que só anunciará medidas economicas para tentar aumentar o crescimento após "dialogar com todos os setores, empresariais, financeiro, com o mercado, para discutir quais são os caminhos do Brasil".

Sobre a situação atual da economia – com o Produto Interno Bruto (PIB) em recessão técnica no primeiro semestre e a inflação acima do teto da meta do Banco Central -, Dilma pediu “calma e tranquilidade” e disse que em 2015 o País estará numa situação melhor.

Reformas
A presidente voltou a afirmar que priorizará a reforma política. Recebi nessa eleição um conjunto de movimentos, desde a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) até a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), até um clamor da juventude, que me entregou uma lista pedindo que se faço um processo de consulta popular (para a reforma política) (...) Eu acredito que o Congresso vai ter a sensibilidade para perceber que isso é uma onda que avança".

Dilma relatou que tem a "convicção" de que o País necessita de uma reforma tributária. "Tenho a convicção que o Brasil precisa de uma reforma tributária, simplificar tributos. É impossível continuar com a sobreposição e com a guerra fiscal". 

Petrobras
Sobre o escândalo da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, Dilma disse que vai investigar “doa a quem doer”. “Tenho uma indignação sobre o que fizeram nessa última semana da campanha. Jamais na minha vida houve uma única acusação”, afirmou em relação a denúncias publicadas pela revista Veja na última sexta-feira.

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Fonte: Terra
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