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Boulos estima que seu governo custaria R$ 29 bilhões

Em sabatina do 'Estadão', candidato do PSOL diz que vai tirar recursos do caixa da Prefeitura e aumentar a cobrança da dívida ativa do município

18 nov 2020
14h36
atualizado às 14h38
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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, afirmou, durante sabatina do 'Estadão' nesta quarta-feira, 18, que suas propostas prioritárias custariam cerca de R$ 29 bilhões ao longo dos quatro anos. Ele se comprometeu a contratar mais funcionários públicos, entre médicos, guardas civis e procuradores do município. Entre outras metas, apresentou a construção de mais corredores de ônibus, como o da Avenida Belmira Marin, na Zona Sul, e de até 100 mil casas populares.

Ao ser questionado sobre a fonte do dinheiro para executar o plano, o candidato afirmou que vai usar o caixa da Prefeitura, que tem R$ 11,2 bilhões livres para investimento, e aumentar a cobrança da dívida ativa do município. Segundo ele, procuradores municipais estimaram em mais R$ 10 bilhões o incremento possível na cobrança de grandes empresas que devem à Prefeitura se o número de procuradores for aumentado e os processos, digitalizados. Uma terceira fonte de recursos são os fundos, como o Fundeb e o Fundurb, do governo federal.

O candidato Guilherme Boulos (PSOL) durante sabatina do Estadão nesta quarta-feira, 18
O candidato Guilherme Boulos (PSOL) durante sabatina do Estadão nesta quarta-feira, 18
Foto: Reprodução / Estadão Conteúdo

Integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) há cerca de 20 anos, Boulos também rebateu a pecha de "invasor", que classifica como uma mentira usada contra ele no primeiro turno, e fez duras críticas a grandes empreiteira da cidade de São Paulo. O candidato do PSOL diz que o setor imobiliário descumpre o Estatuto da Cidade, que garante desapropriação de imóveis para uso social, e que as empresas têm financiado a campanha de Covas para que a lei continue sendo aplicada da mesma forma - o que, para Boulos, significa "vista grossa".

"Essa lei é sistematicamente descumprida, muitas vezes, porque os interessados em manter o abandono, a especulação imobiliária, grandes empreiteiras, financiam campanhas eleitorais", disse Boulos, referindo-se ao oponente. "Saíram matérias nos jornais sobre o quanto o setor imobiliário está investindo na campanha do Bruno Covas. Financiam campanhas eleitorais e depois fazem vista grossa."

Apoio de Russomano a Covas reedita 'Bolsodoria', diz Boulos

Boulos afirmou que seu oponente no segundo turno, Bruno Covas (PSDB), reedita a campanha pelo voto "BolsoDoria" nestas eleições. Isso porque Covas recebeu o apoio de Celso Russomanno (Republicanos), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro que foi apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro no primeiro turno da disputa e terminou em quarto lugar. Boulos participou da sabatina do Estadão nesta quarta-feira, 18.

Boulos chamou o embate público entre o governador João Doria (PSDB) e Bolsonaro, que romperam no ano passado e já fizeram diversas críticas um ao outro, de "briga de compadre". O candidato do PSOL garantiu que usará figuras do campo da esquerda como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em sua propaganda política para contrapor com seu adversário.

"Agora, quando chegou no segundo turno e afunilou, voltou o BolsoDoria na aliança Russomanno-Bruno Covas", disse. "Ontem (terça) começou a reedição do BolsoDoria. O Bolsonaro apoiou o Russomanno, o Doria apoia o Bruno Covas. Eles estão com alguns problemas, aquela coisa de briga de compadre."/MARCELO GODOY, RICARDO GALHARDO E TULIO KRUSE

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Estadão
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