Sindicato: precisamos de condições melhores, não de médicos estrangeiros

Paralisação nacional está prevista para o dia 3 de julho e promete reunir médicos nas principais cidades do País; população deverá ser afetada

26 jun 2013
13h00
atualizado às 14h02
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As principais entidades médicas do País estão organizando um ato nacional para o próximo dia 3 de julho, em diversas cidades, para cobrar do governo federal melhores condições de trabalho e manifestar o seu "repúdio" contra a intenção do Ministério da Saúde de contratar médicos estrangeiros.

O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, afirma que a ideia não é fazer uma greve, "para não punir a população", e que os serviços de emergência terão garantidos a presença mínima de médicos. Ainda assim, a população deverá ser afetada.

"Precisamos mostrar para a população que temos um problema de subfinancianento da saúde. É preciso saber os motivos que fizeram com que o governo deixasse de aplicar R$ 17 bilhões do orçamento do ano passado. Não somos contra a presença dos médicos estrangeiros, mas precisamos ter a certeza de que eles passem por uma avaliação criteriosa para trabalhar no País", disse.

Segundo ele, é preciso garantir a dignidade para que os médicos possam fazer o atendimento de forma adequada. Segundo ele, a falta de condições de trabalho é um dos motivos pelos quais os médicos não preenchem as vagas, principalmente nas cidades mais distantes do Brasil.

"Há locais em que não há água para lavar as mãos. Então, precisamos de condições melhores e não é com a contratação de estrangeiros que vamos conseguir isso", diz.

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Geraldo Ferreira, da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), afirma que a possível contratação de médicos cubanos é um "trabalho de alinhamento ideológico" e desnecessário.

"Vamos fazer uma paralisação e não descartamos a possibilidade de uma greve. Temos de manifestar o nosso descontentamento com a situação. Precisamos é melhorar as condições de trabalho dos médicos", disse.

Roberto d'Avila, presidente do Conselho Federal de Medicina, diz que os médicos irão às ruas nos Estados para participar de atos, passeatas e assembleias. "Buscamos soluções. Temos subfinanciamento na área de saúde e é por isso que faltam médicos. Não aceitamos política de saúde que vilanize os médicos nacionais e que queiram resolver o problema com a importação de outros", diz.

<a data-cke-saved-href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/pactos-dilma/iframe.htm" href="http://noticias.terra.com.br/infograficos/pactos-dilma/iframe.htm">veja o infográfico</a>

Fonte: Terra
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