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Por que o número de acertos não determina a nota final do Enem? Saiba como a nota é calculada

Exame aconteceu nos dias 5 e 12 de novembro. Para correção, é usado Teoria de Resposta ao Item (TRI); veja o que é

14 nov 2023 - 05h00
(atualizado às 19h22)
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Enem aconteceu nos dias 5 e 12 de novembro.
Enem aconteceu nos dias 5 e 12 de novembro.
Foto: Reprodução/Unsplash

No último fim de semana, foi realizada a segunda parte do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) concluindo, desta forma, a aplicação da prova. A parte mais difícil já passou e, agora, a missão é aguardar pelas notas.

A espera não é fácil, afinal, todos querem saber se a dedicação ao longo de todo o ano será recompensada. O jeito, então, é correr para o gabarito, assim que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) libera a versão oficial. O gabarito do Enem 2023 foi publicado nesta terça, 14.

Contudo, apenas o gabarito não é o suficiente para saber como foi seu desempenho no Enem. O motivo disso é o método de correção utilizado pelo Inep, a Teoria de Resposta ao Item (TRI)

O que é a Teoria de Resposta ao Item (TRI)?

De acordo com o Inep, a TRI é um conjunto de modelos matemáticos que busca representar a relação entre a probabilidade de o participante responder corretamente a uma questão, seu conhecimento na área em que está sendo avaliado e as características dos itens. Com o método, cada questão poderá ter um peso diferente, considerando as outras questões que o candidato acertou ou errou.

Dessa forma, a soma dos pontos referentes às questões respondidas corretamente não corresponderá exatamente à nota final do estudante. Por exemplo, dois candidatos com a mesma quantidade de acertos na prova são avaliados de maneira distintas, porque também são levados em conta os itens errados.

A ideia, no geral, é não recompensar aqueles que "chutaram" as respostas e premiar aqueles que realmente se preparam para o exame. Mas não é por isso que quem "chutou" a questão terá sua resposta anulada.

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"A partir de pré-testagens nacionais e de aplicações iniciais do Enem, o Inep obteve os valores dos parâmetros de milhares de questões que compõem o banco de itens para cada uma das quatros áreas. E, com base nas informações obtidas, as questões são posicionadas em uma espécie de régua com interpretação pedagógica", afirma o órgão. 

Por que o Inep adotou a TRI? 

O Inep argumenta que o método possui várias vantagens. Sendo elas:

  • Possibilita a possibilidade de comparação entre candidatos de edições anteriores; 
  • Detecta os "chutes" e premia aqueles que se prepararam para a prova;
  • As notas não serão as mesmas, por se dividirem em duas casas decimais. 

Como fica a pontuação da redação 

Diferentemente das provas objetivas, a nota da redação do Enem 2023 é atribuída em uma escala que varia entre 0 e 1000 pontos. De acordo com o Inep, ela é avaliada por pelo menos dois corretores graduados em Letras ou Linguística, que deverão atribuir uma nota de 0 a 200 pontos para cada uma das seguintes competências: 

  • Competência 1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
  • Competência 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;
  • Competência 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  • Competência 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
  • Competência 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A nota total de cada corretor corresponde à soma das notas atribuídas a cada uma das competências. 

Fonte: Redação Terra
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