Canadá, Dubai, Irlanda, Malta: qual o melhor custo-benefício para intercâmbio
Instituições especializadas reuniram, a pedido do 'Estadão', locais em que os custos podem ser mais vantajosos; confira
Fazer intercâmbio pode ter inúmeros benefícios na carreira de um profissional qualificado. Além do desenvolvimento de características pessoais, a vivência no exterior traz fluência na língua do país de destino e valorização do currículo. Mas é preciso avaliar com calma todo o contexto e cenário que o intercambista vai enfrentar.
Antes de definir o destino é preciso avaliar o valor pago à agência especializada no ramo e o custo de vida local, qual o peso da moeda no país e as diferenças culturais. Outro ponto é ter consciência que, eventualmente, haverá gastos não programados, como despesas pessoais ou até mesmo de saúde - mercado, farmácia, entre outros.
Neste cenário, o presidente da Associação Brasileira de Agência de Intercâmbio (Belta), Alexandre Argenta, explica que um pacote de intercâmbio costuma ser vendido já com refeições, parte acadêmica e acomodação inclusos. Mas, além disso, há o custo do processo de visto e o seguro. "O estudante não pode sair do Brasil sem um seguro, porque, além do custo não ser um absurdo, se a pessoa não o tiver e precisar de algo, o gasto será bem maior", diz ele.
Quais os destinos e programas mais procurados pelos brasileiros para fazer intercâmbio; confira
Quais os custos na hora de se fazer um intercâmbio?
Com auxílio do presidente da Associação Brasileira de Agência de Intercâmbio (Belta), Alexandre Argenta, o Estadão elencou o que mais deve pesar no orçamento do intercambista. Confira a seguir:
- Passagem aérea: talvez um dos mais óbvios, mas que faz uma diferença enorme no orçamento;
- Dinheiro para necessidades básicas: mesmo com refeições no pacote, a pessoa terá de ir ao mercado, almoçar, eventualmente realizar passeios;
- Exigência de depósito: alguns países exigem um depósito em conta local para liberação de visto. Na Irlanda, por exemplo, são 3 mil euros - e existe uma possibilidade de este valor aumentar para algo próximo de 4,5 mil euros, a partir de julho;
- Visto: no Brasil, quem mora perto de um consulado vai apenas arcar com as taxas necessárias. Mas, para quem é de cidade ou Estado longe do local, será necessário viajar, talvez até gastar com hospedagem, para conseguir as autorizações;
- Seguro viagem: algo indispensável. O custo não é tão "absurdo", de acordo com Argenta. Caso o intercambista não o tenha e, eventualmente, necessite de algum auxílio ou atendimento, vai precisar gastar muito mais dinheiro
Qual o intercâmbio mais barato para se fazer?
De acordo com Argenta, da Belta, existe um tipo de intercâmbio nos Estados Unidos que se diferencia dos demais pelo custo: trabalho como babá - baby-sitter. Segundo ele, existe um visto específico para isso, que, incluindo com taxas, tudo deve ficar em torno de R$ 5 mil. A autorização dura por um ano, podendo ser prorrogada por mais um. É necessário experiência prévia. "Geralmente, a família americana deixa carro à disposição, para trajeto das crianças, celular para comunicação, além de um salário, que pode chegar a US$ 500 por mês", explica.