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Na Alemanha, um político quer algo extremamente controverso: que quem recebe auxílio-desemprego seja obrigado a prestar serviços comunitários

O estado da Saxônia-Anhalt propôs exigir que os beneficiários do Bürgergeld (auxílio-desemprego) prestem serviços comunitários; Especialistas e juristas alertam que obrigar essas pessoas a trabalhar viola a Constituição alemã

19 fev 2026 - 09h02
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Foto: Xataka

O novo Ministro-Presidente da Saxônia-Anhalt (equivalente a uma comunidade autônoma na Espanha), o social-democrata Sven Schulze, provocou um debate social na Alemanha com uma proposta controversa: que os beneficiários do Bürgergeld, o principal auxílio-desemprego alemão, prestem serviços comunitários para os conselhos locais como forma de "compensar" o auxílio e manter seus benefícios.

A direita alemã vê isso como uma maneira de fortalecer a responsabilidade individual daqueles que recebem o benefício, mas especialistas alertam para os obstáculos legais e práticos que surgiriam ao obrigar os beneficiários a realizar esse serviço comunitário.

A ideia de Schulze

O recém-eleito Ministro-Presidente da Saxônia-Anhalt, que cumprirá o mandato até o final de 2025 e é membro da CDU (Partido Conservador Alemão), lançou sua proposta em uma entrevista ao jornal Bild am Sonntag: que as pessoas que recebem o Bürgergeld (auxílio-desemprego) realizem tarefas úteis para seus conselhos e comunidades locais.

"Existem serviços que podem ser prestados e que se justificam pelo dinheiro recebido. Por exemplo, trabalho voluntário na comunidade, varrer folhas ou limpar a neve no inverno. Por que pessoas saudáveis que estão desempregadas não podem fazer essas coisas também?", declarou o político alemão.

Segundo o jornal Die Zeit, Schulze está tão convicto de sua ideia que planeja testá-la primeiro em sua região, no leste da Alemanha, criticando as desculpas burocráticas do governo federal para não ...

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