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Na Noruega, o foco no equilíbrio entre vida pessoal e profissional é tão alto que sair às 15h já é o normal; agora o país aposta na semana de 4 dias

Enquanto o mundo discute o fim da escala 6x1, os noruegueses questionam se cinco dias ainda fazem sentido na rotina

1 fev 2026 - 11h38
(atualizado em 1/4/2026 às 16h24)
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Foto: Xataka

Oito horas por dia, cinco ou seis vezes na semana: essa é a jornada de trabalho padrão no Brasil. Para milhões de pessoas, porém, ela ainda se estende em horas extras não remuneradas e até mensagens fora do expediente. Na Noruega, no entanto, o cenário é completamente diferente. A média semanal é de 33,6 horas, e sair do escritório às 15h ou 16h é uma realidade comum. Ainda assim, mesmo tendo a menor jornada do mundo, o país começou a testar a semana de quatro dias. O motivo não é falta de produtividade, mas um aviso sobre saúde mental e sustentabilidade do trabalho.

Mesmo com jornada reduzida, Noruega enfrenta alta nas licenças por estresse

A Noruega é referência global em equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A legislação limita a jornada de trabalho a 40 horas por semana, mas a prática fica bem abaixo disso. Todo trabalhador em tempo integral tem direito a 25 dias de férias, licença parental generosa (49 semanas com salário integral ou 59 com 80%) e creche acessível.

A Noruega também se destaca por estar no topo dos rankings de felicidade e expectativa de vida. Mesmo assim, o país está lidando com o aumento das licenças médicas, especialmente por estresse e transtornos mentais. Para se ter uma ideia, em 2024, a Noruega foi apontada como um dos países que registram maior índice de afastamentos por licença médica no mundo.

Com menos horas e dias de trabalho, a realidade não deveria ser diferente? Na teoria, sim, mas não é o que os dados mostram. O problema não está na...

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