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Dunga, Seleção do Bem e empresários entregam primeira Delegacia da Mulher modelo do Rio Grande do Sul

Entre os empresários mobilizados pela causa está Sidney Oliveira, fundador e presidente da Ultrafarma

25 mai 2026 - 15h48
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Em um país onde milhares de mulheres ainda enfrentam medo, violência e abandono dentro da própria casa, Porto Alegre passa a receber um projeto pensado para acolher, proteger e oferecer dignidade. Nesta segunda-feira, 25 de maio, foi inaugurada a primeira Delegacia da Mulher modelo do Rio Grande do Sul, uma iniciativa liderada pelo ex-capitão da Seleção Brasileira Dunga, pelo Instituto Dunga de Desenvolvimento do Cidadão (IDDC) / Seleção do Bem 8 e por empresários gaúchos que decidiram investir diretamente em uma estrutura voltada à proteção feminina.

Foto: Divulgação / Porto Alegre 24 horas

O projeto nasceu da mobilização de pessoas que resolveram agir diante de uma realidade dura e urgente. A proposta foi construída para criar um ambiente moderno, humanizado e funcional, oferecendo atendimento mais acolhedor às mulheres vítimas de violência. O espaço também busca integrar serviços e garantir condições mais adequadas para o trabalho das equipes responsáveis pelo atendimento.

A ideia começou a ganhar forma a partir de conversas entre Dunga, integrantes da Seleção do Bem, representantes da Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio, como Cássia Carpes e Artur Alfaro, além dos chefes de polícia Fernando Sodré e Heraldo Guerreiro. A partir dali, o projeto avançou rapidamente graças ao envolvimento de empresários, como Sidney Oliveira (fundador e presidente da Ultrafarma), parceiros e voluntários dispostos a transformar a proposta em realidade.

Mais do que entregar uma delegacia, o grupo afirma que o objetivo é criar um novo conceito de acolhimento às mulheres em situação de vulnerabilidade. Um espaço capaz de unir segurança, respeito e atendimento digno em um momento extremamente delicado para as vítimas.

A iniciativa também surge em um momento de enorme preocupação nacional com o avanço dos casos de feminicídio e violência doméstica. Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil segue registrando números alarmantes de mulheres assassinadas dentro de casa ou por companheiros e ex-companheiros. Especialistas alertam que, em muitos desses casos, existiam sinais prévios de agressão, ameaças e violência psicológica que não chegaram a ser denunciados oficialmente.

Por isso, um dos pilares do novo projeto é justamente fortalecer a confiança das mulheres na rede de proteção e no acolhimento policial. A proposta é criar um ambiente em que a vítima se sinta segura para denunciar, pedir ajuda e romper o ciclo de violência antes que a situação chegue ao extremo. Delegacias mais preparadas, acolhedoras e humanizadas também ajudam a reduzir o medo, a insegurança e o constrangimento que muitas mulheres ainda sentem ao procurar ajuda.

Nos bastidores, empresários envolvidos no projeto destacam um diferencial que ajudou a reunir apoio rapidamente: a confiança no trabalho desenvolvido por Dunga e pela Seleção do Bem. Existe a percepção de que os recursos investidos realmente chegam ao destino final. As obras têm início, meio e fim. Não há vaidades, interesses políticos ou disputa por protagonismo. O foco está na entrega concreta para a comunidade.

Ao longo dos últimos anos, Dunga consolidou uma atuação social silenciosa, distante da busca por exposição. Muitas ações desenvolvidas por ele e por amigos ligados à Seleção do Bem sequer se tornam públicas. Campanhas de arrecadação para famílias atingidas por enchentes, distribuição de alimentos, auxílio a instituições beneficentes, apoio a crianças em situação de vulnerabilidade e mobilizações emergenciais em períodos de crise fazem parte dessa trajetória construída longe das manchetes.

Quem acompanha de perto o trabalho do ex-capitão da Seleção Brasileira costuma repetir a mesma definição: Dunga usa a força da própria imagem para abrir portas e mobilizar pessoas em favor da comunidade. Sem transformar solidariedade em espetáculo.

A nova Delegacia da Mulher simboliza exatamente isso. Uma obra construída pela união entre voluntários, empresários e pessoas dispostas a agir. Um projeto que nasce com potencial para se transformar em referência no atendimento às mulheres e que reforça uma ideia cada vez mais rara no Brasil: quando existe compromisso verdadeiro, a ajuda chega até o fim.

Porto Alegre 24 horas
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