Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

De vítima a algoz: como o caso Eloá acabou revelando o passado do pai da jovem

A morte de Eloá Pimentel, em 2008, não só expôs falhas na condução policial e no sensacionalismo da mídia, como também levou à prisão de seu pai, Everaldo Pereira dos Santos, em Alagoas

10 nov 2025 - 16h06
Compartilhar
Exibir comentários

A série Tremembé, sucesso da Prime Video, faz uma breve menção a Lindemberg Fernandes Alves — o ex-namorado e assassino de Eloá Pimentel —, mas deixa de abordar detalhes sobre sua vida na prisão. Um deles envolve justamente o medo constante que o criminoso carrega: o de Everaldo Pereira dos Santos, pai da jovem e ex-matador de aluguel citado no livro Tremembé, de Ullisses Campbell, obra que inspirou a produção.

Everaldo Pereira dos Santos (Divulgação)
Everaldo Pereira dos Santos (Divulgação)
Foto: Contigo

Everaldo (foto em destaque) foi localizado e detido após a ampla repercussão do assassinato de Eloá, ocorrido em 2008, quando a adolescente foi morta por Lindemberg, em Santo André (SP).

O caso que chocou o país

Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu o apartamento da ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, mantendo ela e a amiga Nayara em cárcere privado por mais de 100 horas.

Quando a polícia decidiu invadir o local, ele atirou contra as jovens. Nayara foi ferida no rosto, e Eloá, gravemente atingida, chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu.

Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão, pena posteriormente reduzida para 39 anos e três meses em 2013. Atualmente, cumpre a sentença na Penitenciária de Tremembé, no interior paulista.

A prisão do pai de Eloá

A enorme comoção em torno do sequestro e assassinato de Eloá acabou trazendo à tona o passado de seu pai, Everaldo Pereira dos Santos, então foragido da Justiça. Na época, ele vivia sob o nome falso Aldo José da Silva.

Durante a intensa cobertura do caso, imagens mostraram Everaldo passando mal e sendo atendido em uma ambulância. A aparição foi suficiente para que a polícia de Alagoas o reconhecesse — um sinal próximo ao nariz ajudou na identificação.

Everaldo era investigado por integrar o grupo de extermínio conhecido como Gangue Fardada e foi condenado pelo assassinato do delegado Ricardo Lessa e de seu motorista, em 1991. Acabou preso em dezembro de 2009, em Maceió, e cumpriu pena em regime fechado até 2014, quando passou ao semiaberto.

Em 2023, seu advogado, Thiago Pinheiro, declarou ao g1:

"Ele está no regime semiaberto desde 2014. Já entrei com vários pedidos para que ele tenha essa redução do semiaberto, mas a Justiça ainda não concedeu. Ele vive tranquilo, com a família em São Paulo e espera poder viver sua vida em liberdade logo".

O medo que ronda Lindemberg

No livro Tremembé, Ullisses Campbell relata o pavor que o assassino de Eloá sente até hoje.

"Ele acredita que seus algozes estão sempre à espreita, circulando pelos arredores de Tremembé, prontos para cumprir um plano de vingança", escreve o autor.

Segundo a obra, nas saídas temporárias da prisão, Lindemberg procura se disfarçar para não ser reconhecido, temendo que o ex-sogro ainda queira vingança.

Veja:

Contigo Contigo
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade