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Ômicron: 230 brasileiros estão retidos na África do Sul

Por causa da variante, voos vindos do país africano foram restritos; grupo se reuniu com o cônsul da Cidade do Cabo pedindo ajuda

29 nov 2021 20h08
| atualizado às 21h35
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A Embaixada do Brasil em Pretória tem registro de 230 brasileiros retidos na África do Sul. Por causa da descoberta da variante Ômicron, voos vindos desse país foram proibidos em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. Por volta de 70% dessas pessoas estão na região da Cidade do Cabo e 25% na área de Joanesburgo/Pretória. 

Pouco mais de dez brasileiros se reuniram nesta segunda-feira, 29, no pequeno escritório do consulado brasileiro da Cidade do Cabo para pedir auxílio para regressar ao Brasil. Os voos da Etiópia são, até o momento, a única forma que brasileiros tem conseguido voltar para casa.      

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo
31/05/2021
REUTERS/Amanda Perobelli
Aeroporto de Congonhas, em São Paulo 31/05/2021 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Luiz Felipe Pereira, cônsul-adjunto no Consulado da Cidade do Cabo, recebeu os brasileiros, que se queixaram do fim do seguro-saúde - que expira com a data do voo de volta - e da falta de direcionamento por parte das companhias aéreas. "As coisas estão acontecendo de uma maneira muito rápida, estamos todos surpresos com restrições de voo, estamos em contato com as companhias aéreas e autoridades África do Sul para permitir o retorno de todos ao Brasil quando for possível", disse.

Em nota, o Consulado-Geral na Cidade do Cabo e o setor consular da Embaixada do Brasil em Pretória afirmaram que estão realizando gestões junto às representações diplomáticas de países cujas empresas aéreas fazem conexões para o Brasil em seus aeroportos principais para que facilitem esse trânsito e suas companhias nacionais honrem os bilhetes que emitiram para nacionais brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil.

A Embaixada do Brasil em Adis Abeba emitiu comunicado neste mês recomendando que brasileiros evitem viagens não essenciais com destino à Etiópia e, quando factível, considerem possíveis alternativas para escala ou conexão no aeroporto de Adis Abeba, já que "muitas destas implicam em pernoite na cidade".

O governo etíope declarou estado de emergência no início do mês depois que o grupo terrorista TLFP (Frente de Libertação do Povo Tigré) tomou duas cidades da região de Amhara. "Nas situações de necessidade de escala mais dilatada em Adis Abeba, a opção de pernoite no próprio aeroporto poderia ser considerada, diante do cenário de incertezas e demora nos deslocamentos aos hotéis designados pelas companhias aéreas, causado pelas medidas de segurança reforçadas na capital etíope", diz o comunicado.

Estadão
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