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Ministro italiano é ameaçado por defender vacinação

Usuários do Telegram disseram que Luigi Di Maio "deve morrer"

31 ago 2021 10h26
| atualizado às 10h41
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O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, se tornou alvo de ameaças na internet por defender a vacinação contra o novo coronavírus.

Usuários de grupos antivacinas no Telegram publicaram mensagens como "outro infame a ser executado", "é necessário chumbo", "deve morrer" ou "eu o empalaria em praça pública".

Há apenas alguns dias, Di Maio havia dado declarações públicas em defesa da campanha de vacinação contra a covid-19, em meio a um clima de crescente tensão no país por causa da exigência de um certificado sanitário para acesso a determinados locais, como academias e áreas cobertas de bares e restaurantes.

"Não apenas todo o arco político deve condenar as violências que estamos vendo por parte dos assim chamados No Vax, que estão se manifestando de forma inaceitável. Mas faço também um apelo a todas as forças políticas: não joguem gasolina no fogo", disse o ministro recentemente.

Di Maio pertence ao Movimento 5 Estrelas (M5S), partido populista que no passado cortejou grupos antivacinas. Uma das principais expoentes da sigla, a prefeita de Roma, Virginia Raggi, ainda não quis se vacinar contra a Covid, alegando que tem "alto índice de anticorpos".

Desde o fim da semana passada, a Itália já registrou ameaças e tentativas de agressão contra jornalistas que cobriam protestos e médicos pró-vacina, e uma grande manifestação dos chamados "antivax" está marcada para esta quarta-feira, 1º.

O país já imunizou totalmente cerca de 70% de sua população vacinável (12 anos ou mais), porém o ritmo de aplicação das primeiras doses vem caindo desde o início de julho.

Alguns membros do governo já falam até em tornar a vacinação contra a covid obrigatória caso a Itália não alcance a marca de 80% da população imunizada até o fim de setembro.

Ansa - Brasil   
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