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Estudo italiano encontra 'chave' contra inflamação da covid

Pesquisadores regularam resposta do sistema imunológico

8 jun 2020
09h56
atualizado às 10h07
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Pesquisadores da Universidade de Florença (Unifi), na Itália, conseguiram encontrar uma espécie de "chave" que controla a resposta do sistema imunológico contra as inflamações causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Itália também voltou a ter menos pacientes internados em UTIs por causa do coronavírus
Itália também voltou a ter menos pacientes internados em UTIs por causa do coronavírus
Foto: AFP / Ansa

O estudo foi realizado com 30 pacientes internados no hospital Careggi e que receberam um tratamento terapêutico específico para regular a resposta do corpo. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Journal of Clinical Investigation.

"O time todo florentino foi composto por pesquisadores da Unifi e do Careggi e conseguiu observar no sangue dos pacientes afetados pela covid-19 a diminuição e a alteração no funcionamento de um grupo de células do sistema imunológico, causados pelo incremento do estado inflamatório que se associa à progressão da doença", explicou a Universidade em nota.

O responsável pelo estudo e professor de doenças gerais da Unifi, Francesco Annunziato, afirmou que "a resposta imunológica tem um papel crucial no combate à infecção viral". "Todavia, se ela ficar incontrolada, em alguns casos, pode causar o mesmo dano [que o vírus] e levar ao desenvolvimento de uma doença respiratória aguda", pontua o especialista.

Conforme as informações divulgadas pelos estudiosos, o tratamento usado teve como base um anticorpo monoclonal já utilizado em terapias de pacientes com artrite reumatoide moderada a grave, artrite idiopática juvenil sistêmica, poliartrite idiopática juvenil e síndrome de liberação de citocinas induzidas por linfócitos Cart-T.

"Nós observamos que no sangue periférico dos pacientes houve reduzidos níveis de três subpopulações de linfócitos - os T e B e as células Natural Killer. Além de uma redução numérica, essas células mostraram uma capacidade reduzida de produzir moléculas de ação antiviral, ainda mais inferior nos pacientes que foram internados em unidades de terapia intensiva", explicou Annunziato ao jornal "Firenze Today".

Para o líder da pesquisa, o novo estudo conseguiu ajudar o sistema imunológico a dar uma "resposta mais eficaz" ao Sars-CoV-2.

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