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Como os hormônios bioidênticos atuam durante a menopausa

10 mai 2025 - 15h46
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Quem procurar ajuda para lidar com os sintomas da menopausa pode se deparar com a opção de terapia de reposição hormonal bioidêntica. Como os hormônios bioidênticos agem no organismo e quão seguros eles são?Mais de uma em cada duas mulheres sofre com ondas de calor e suor durante o climatério, ou seja, antes e depois da menopausa, que marca a cessação definitiva da menstruação. Distúrbios do sono, secura vaginal, dores nas articulações e depressão também são sintomas comuns.

Sintomas da menopausa como ondas de calor afetam mais de metade das mulheres
Sintomas da menopausa como ondas de calor afetam mais de metade das mulheres
Foto: DW / Deutsche Welle

Estrogênio, um aliado contra as ondas de calor

Segundo as diretrizes das sociedades ginecológicas da Alemanha, Áustria e Suíça, o remédio mais eficaz contra as ondas de calor é o hormônio sexual feminino estrogênio.

A falta dele no corpo feminino se faz sentir sobretudo após a menopausa, ou seja, o último período menstrual, que é quando os óvulos, cujas membranas produzem a maior parte do estrogênio no corpo feminino, já estão esgotados. No entanto, a ausência da progesterona (produzida pelo corpo lúteo e que tem um papel antagônico ao do estrogênio) também tem um grande impacto nesta fase da vida da mulher, conforme explica Katrin Schaudig, ginecologista e presidente da Sociedade Alemã da Menopausa.

"Quando as mulheres tomam apenas estrogênios por um longo período, o revestimento do útero fica muito denso e, na pior das hipóteses, isso pode resultar em câncer. Quando usamos estrogênio, precisamos da progesterona para nos proteger contra o câncer endometrial" disse Schaudig à DW, frisando a importância de que a dose de progesterona seja suficientemente alta.

Nas terapias de reposição hormonal (TRH) modernas, usa-se sobretudo os chamados hormônios bioidênticos: progesterona combinada com estradiol, para combater as ondas de calor; e estriol, que ajuda contra o ressecamento da mucosa vaginal, com os dois últimos pertencendo ao grupo dos estrogênios. Eles são chamados "bioidênticos" pois sua estrutura molecular corresponde à dos próprios hormônios do corpo.

Hormônios bioidênticos protegem de doenças relacionadas à idade

Tanto estrogênio quanto progesterona bioidênticos têm o potencial de prevenir muitas das doenças metabólicas relacionadas à idade que afetam as mulheres na pós-menopausa. Entre elas estão, acima de tudo, diminuição da densidade óssea e fraturas dos ossos, arteriosclerose, trombose, ataque cardíaco, derrame, insuficiência renal e demência, enumera Helena Orfanos-Boeckel, clínica geral e nefrologista especializada em nutrição e endocrinologia.

"Pele, mucosas, articulações e saúde bucal também se beneficiam da TRH. Todos os processos do corpo são bioquimicamente dependentes de hormônios no sentido mais amplo, e os hormônios promovem um envelhecimento mais saudável", acrescenta.

O que distingue os hormônios bioidênticos dos derivados hormonais?

No passado, mulheres passando pelo climatério ou após a menopausa eram tratadas com substâncias que continham apenas um pequeno equivalente estrutural aos hormônios do corpo humano: os chamados derivados hormonais.

"Embora essas substâncias sejam estranhas ao corpo, elas eram e ainda são chamadas de 'hormônios'", explica Orfanos-Boeckel em entrevista à DW. "E essas substâncias com nomes errôneos, que na realidade suprimem os níveis hormonais, têm o potencial de causar efeitos colaterais, ao contrário dos hormônios bioidênticos."

Derivados da progesterona e da testosterona naturais são usados, por exemplo, na pílula anticoncepcional para impedir a ovulação.

Risco de trombose inalterado com hormônios bioidênticos

Alguns derivados da progesterona têm um efeito adverso na coagulação sanguínea e podem aumentar o risco de trombose e derrame. Mas segundo estudos atuais, a progesterona bioidêntica não apresenta esse risco, ressaltam Orfanos-Boeckel e Schaudig.

Com o estrogênio, isso vai depender da forma de aplicação. Independentemente de ser bioidêntico ou derivado do estrogênio, o risco de trombose aumenta quando ele é ingerido, ou seja, metabolizado pelo fígado. Na terapia de reposição hormonal moderna, portanto, o estradiol é geralmente administrado através da pele na forma de gel, adesivo ou spray, evitando o risco de coagulação sanguínea.

A terapia de reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama?

Mulheres que tiveram ou têm câncer de mama também são desaconselhadas a usar hormônios bioidênticos. "Ainda é motivo de debate se o estrogênio realmente causa câncer", diz Schaudig. "Mas o que sabemos é que os estrogênios podem promover o crescimento de células do câncer de mama, mesmo precursoras ou em estágio inicial. E o estrogênio que o próprio corpo produz também promove o crescimento de células do câncer de mama — é uma espécie de fertilização hormonal dessas células", explica.

Em um estudo feito em mulheres sem diagnóstico prévio de câncer de mama, o risco da doença aumentou levemente após um período de seis a nove anos de TRH com estrogênio e progesterona bioidênticos. "Não é um bom estudo, é apenas um estudo observacional, mas é o único que temos." No entanto, a ginecologista ressalta: "Duas taças de vinho à noite representam um risco muito maior, estar acima do peso, por si só, representa um risco maior, e não se exercitar também representa um risco maior."

Ambas as médicas enfatizam a importância de se examinar os seios regularmente durante a menopausa, independentemente de se estar sob terapia de reposição hormonal ou não.

Estudos mais recentes sugerem ainda que o uso de cremes ou supositórios vaginais contendo hormônios em baixas dosagens é inofensivo. Nesta modalidade de terapia, costuma-se usar estriol bioidêntico, um subtipo de estrogênio que neutraliza a atrofia e o ressecamento do revestimento vaginal, protegendo assim contra cistite e a dor durante o sexo.

Por quanto tempo se pode tomar hormônios bioidênticos?

Aqui fala-se muito na chamada "janela de oportunidade": quanto mais cedo for iniciada a terapia de reposição hormonal após o último período menstrual, melhor será a eficácia contra doenças relacionadas à idade, especialmente doenças do sistema cardiovascular.

No entanto, também é possível iniciar o tratamento vários anos depois, diz a ginecologista Schaudig. "Provavelmente não haverá proteção cardiovascular, mas ainda terá proteção contra a osteoporose, mesmo depois de cinco anos, e também contra a diabetes."

Mas isso tampouco significa que não haja um prazo limite. No caso de vasos sanguíneos já danificados, tomar hormônios, incluindo os bioidênticos, pode causar trombose. Para essas mulheres, é extremamente importante manter os níveis de colesterol e a pressão arterial sob controle, alerta Schaudig, inclusive por meio de medicamentos.

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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