Ciro na Jovem Pan: STF está 'muito aquém' da grandeza histórica que o País espera e precisa
Ex-ministro e candidato à Presidência pelo PDT atribuiu aumento da corrupção à impunidade em entrevista nesta quinta-feira, 25
O candidato à Presidência nas eleições de 2022 Ciro Gomes (PDT) começou o dia minimizando a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, está "muito aquém da grandeza histórica que o Brasil hoje espera e precisa". Para Ciro, o desempenho da Corte não melhoraria a partir da lei, mas com a restauração da autoridade da Presidência da República. "Porque no presidencialismo se confunde a chefia de Estado com a chefia de governo", disse, em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quinta-feira, 25.
Apesar da crítica, o candidato defende que acatar a palavra do Supremo é a "chave de uma estabilidade institucional" e rejeita o impeachment de qualquer um de seus membros. Ele atribui ainda o aumento da corrupção no Brasil à impunidade, por ter se tornado "recurso central da gestão política". "O que tem feito aumentar a corrupção no Brasil é a impunidade. O problema é a generalização e a transformação da corrupção numa ferramenta central do modelo de governança política no país", declarou Ciro.
O candidato do PDT acredita que impunidade aumentou a corrupção no Brasil Foto: Daniel Teixeira/Estadão
Nesse sentido, o presidenciável mencionou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tem "responsabilidade a ser paga", por ter "generalizado a corrupção" no País. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL), eleito com um discurso de combate a tal desvirtuação, "rendeu-se, se acertou a essa gente", disse Ciro, citando o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Questionado ainda se o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) foi parcial no julgamento de Lula, Ciro afirmou que Moro "abandonou o lugar de juiz para fazer uma sentença irrespondível" e "começou a comandar o processo porque gostou do lugar de xerife moral da nação".
Pesquisas
Em meio à dificuldade de ascender aos dois dígitos, Ciro Gomes rebateu as pesquisas de intenções de voto. Segundo ele, a "pesquisa é retrato, a vida é filme". "Se não, a gente não precisava fazer eleição." Mesmo diante da forte polarização, o ex-ministro afirmou que sua candidatura "não é fácil, mas necessária", porque os mandatos de Lula e Bolsonaro "representam o mesmo tipo de gestão econômica, o mesmo tipo de gestão política". Sua tarefa, afirmou, é de "reconciliar o Brasil".