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Acre, Mato Grosso e Amazonas também ganham apoio das Forças Armadas no combate às queimadas

Faltam apenas dois Estados da Amazônia Legal receberem reforço das Forças Armadas - Amapá e Maranhão - o que só ocorrerá se houver pedido formal dos governadores

25 ago 2019
11h17
atualizado às 14h59
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BRASÍLIA - Mais três Estados da Amazônia Legal solicitaram ao governo federal o emprego das Forças Armadas nas ações de combate às queimadas. Em despachos publicados em edição extra do Diário Oficial da União que circula neste domingo, 25, o governo federal autorizou o uso das Forças Armadas no Acre, Mato Grosso e Amazonas.

Outros quatro Estados da região já tinham solicitado apoio, Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará. Com as autorizações deste domingo, faltam apenas dois Estados da Amazônia Legal receberem reforço das Forças Armadas - Amapá e Maranhão - o que só ocorrerá se houver pedido formal dos governadores.

O presidente Jair Bolsonaro assinou na última sexta-feira, 23, Decreto que autoriza o uso das Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e para ações subsidiárias nas áreas de fronteira, mas terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas da Amazônia Legal. A autorização, no entanto, está condicionada ao requerimento do governador de cada Estado.

No sábado, os governados da Amazônia Legal pediram ao presidente "imediatas providências" para viabilizar a cooperação das estruturas dos Estados e do governo federal no combate a focos de incêndio na floresta amazônica.

O texto enfatiza que as medidas necessárias passam por "apoio material para o enfrentamento efetivo ao desmatamento" e incremento das ações de fiscalização de atividades ilegais. O pedido foi feito em carta enviada ao governo federal, assinada ontem e divulgada neste sábado.

No documento, os governadores afirmam que é "fato notório e de grande repercussão nacional e internacional" a ocorrência de inúmeros focos de queimadas, "muitas delas de proporções significativamente altas", na Amazônia, tanto no território brasileiro, quando no internacional.

"A proporção das queimadas, a velocidade de alastramento do fogo, a dificuldade de acesso às áreas atingidas, bem como a insuficiência de meios - financeiros, humanos e materiais - para combater o fogo, potencializam o tamanho da destruição e gravidade do problema", aponta o texto, destacando que a situação se agrava a cada dia.

Na carta assinada pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, composto pelos Estados citados acima, os governadores pedem também "uma reunião em caráter de urgência para tratar das parcerias necessárias a construção de uma agenda permanente de proteção, conservação e desenvolvimento sustentável" da Amazônia. (Colaborou Isadora Duarte)

Estadão
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