Chihuahua ingere quase 100 mg de cocaína, desmaia e é levado a emergência veterinária
Um episódio raro de intoxicação levou um chihuahua de 2 anos a uma emergência veterinária nos Estados Unidos. O cãozinho ingeriu quase 100 mg de cocaína, quantidade suficiente para deixá-lo inconsciente, com a língua para fora e olhar perdido, segundo relato de especialistas.
Ao contrário do efeito mais comum da droga em humanos, que costuma gerar agitação, o animal apresentou lentidão extrema. O coração desacelerou, um quadro considerado incomum pelos veterinários. O exame de urina confirmou a presença de cocaína, metabólitos e até traços de fentanil, substância muitas vezes misturada ao entorpecente.
Como o cão teve acesso à droga?
Os donos afirmaram que não havia cocaína em casa, mas levantaram a hipótese de que o pet tivesse encontrado algo na residência de um amigo. O histórico incluía ainda outros dois episódios suspeitos de contato com drogas.
Para reverter o quadro, os médicos aplicaram atropina em dose alta, seguida de epinefrina. O tratamento estabilizou o cachorro, que pesa 5,5 kg e agora passa bem. Como medida preventiva, os tutores foram orientados a usar focinheira durante os passeios, já que ele tem o hábito de pegar objetos do chão. O caso foi relatado em artigo da revista Frontiers in Veterinary Science.
'Donos com medo de admitir'
O estudo foi conduzido pelo cardiologista veterinário Jake Johnson, que fez um alerta. Segundo ele, a omissão dos tutores pode atrasar diagnósticos e comprometer a recuperação dos animais. "Esse medo atrapalha o compartilhamento de informações que podem salvar vidas", disse Johnson.
Ele destacou que cães são naturalmente curiosos e tendem a cheirar e ingerir o que encontram. Entre as orientações, recomendou manter a guia durante os passeios, usar focinheira do tipo cesta quando necessário e ensinar comandos como "larga" e "solta".
"Se você suspeitar de qualquer exposição ou notar que seu cachorro não está se comportando normalmente, procure ajuda veterinária imediatamente. A intervenção rápida pode salvar vidas", reforçou.