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Vídeo manipula trecho do programa 'Encontro' e mente sobre indenização de R$ 30 mil do WhatsApp

POSTAGEM USA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA ADULTERAR VOZ DE REPÓRTER DA TV GLOBO; NÃO HÁ REGISTRO DE QUE APLICATIVO DE MENSAGENS TENHA SOFRIDO VAZAMENTO DE DADOS

22 out 2024 - 12h05
(atualizado em 22/10/2024 às 14h03)
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O que estão compartilhando: trecho do programa Encontro, com Fátima Bernardes, circula com a alegação de que houve um vazamento de dados de mais de 200 milhões de brasileiros que usam o WhatsApp, aplicativo que pertence ao grupo Meta. Por essa razão, os números de telefone que terminam com "6, 7, 3, 4, 2, 1, 5, 9, 8 e 0? teriam direito a uma indenização de 30 mil reais da empresa.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. O material que circula nas redes sociais manipula um trecho do programa Encontro exibido no dia 14 de fevereiro de 2022. A partir dos 43 minutos, Fátima conversa com a repórter Luiza Tenente sobre os destaques do G1 (portal de notícias da Globo). As duas falam sobre a plataforma Valores a Receber, do Banco Central, como é possível ver na íntegra disponibilizada pela emissora. Não há registro da existência de um vazamento de dados ou de uma indenização do WhatsApp, como diz a postagem.

O Estadão Verifica utilizou a ferramenta Loccus.IA para apurar se houve edição de voz no material compartilhado, e a plataforma detectou a presença da técnica de clonagem de voz na gravação. A reportagem também fez uma busca reversa no Google Imagens e constatou que esse trecho do Encontro foi utilizado em outros conteúdos enganosos.

Saiba mais: Uma das publicações do coneúdo no Facebook tem mais de 79 mil visualizações. O vídeo clona a voz na repórter Luiza Tenente no momento em que ela conversava com Fátima Bernardes, apresentadora do programa Encontro até julho de 2022, a respeito da plataforma Valores a Receber, do Banco Central.

A edição distorce as informações apresentadas no Encontro com o objetivo de enganar quem assiste. A alegação é que houve um vazamento que atingiu mais de 200 milhões de contas no aplicativo WhatsApp, do grupo Meta (antigo Facebook), e que isso teria afetado conversas, arquivos e dados.

De acordo com o conteúdo falso, a empresa de Mark Zuckerberg indenizará com 30 mil reais cada um dos usuários afetados cujos números de telefone terminem com "6, 7, 3, 4, 2, 1, 5, 9, 8 e 0?. Um dos indícios de fraude é que os números compartilhados vão de 0 a 9, mas estão com a ordem invertida. Ou seja, todos os números brasileiros terminam com um desses dígitos.

Além disso, o material checado indica uma plataforma de atendimento no WhatsApp que pede dados como CPF, nome completo e chave Pix, alegando que essas informações são necessárias para a indenização imediata. Contudo, os contatos oficiais da empresa no WhatsApp não permitem que você envie qualquer mensagem; a empresa pode, no entanto, te enviar mensagens.

O Estadão Verifica entrou em contato com o grupo Meta para saber se houve um vazamento de 200 milhões de contas no Brasil e se haverá uma indenização de 30 mil reais para cada brasileiro prejudicado, mas, até o momento, não houve retorno. Contudo, não há registro de nenhum comunicado público da empresa sobre essa possibilidade, nem de reportagens na imprensa que informem isso.

Estadão
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