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Rio de Janeiro não está em alerta por Ebola; treinamento do Samu fez parte de plano preventivo

RISCO DE TRANSMISSÃO DO VÍRUS É BAIXO NO PAÍS; SOCORRISTAS FIZERAM TREINAMENTO NORMAL PARA EMERGÊNCIAS

19 jun 2026 - 05h01
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O que estão compartilhando: que o Rio de Janeiro teria entrado em "alerta" por causa do vírus Ebola e, por essa razão, iniciou um treinamento com as equipes de emergência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Rio de Janeiro não está em alerta por Ebola; treinamento do SAMU faz parte de plano preventivo
Rio de Janeiro não está em alerta por Ebola; treinamento do SAMU faz parte de plano preventivo
Foto: Reprodução / Estadão

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. O Estado do Rio de Janeiro não está em situação de alerta por causa do vírus Ebola. O Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria de Estado de Saúde disseram que a capacitação das equipes do Samu faz parte do protocolo normal de preparação para eventuais emergências. A Secretaria reforçou que o treinamento não foi motivado pela ocorrência de casos da doença. Até o momento, o Brasil nunca registrou casos confirmados do Ebola.

Saiba mais: O treinamento com equipes do Samu no Rio de Janeiro é parte de um reforço das medidas de vigilância adotadas pelo Ministério da Saúde. Tudo isso depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) em razão de um surto de Ebola na República Democrática do Congo.

Nas últimas semanas, autoridades sanitárias brasileiras investigaram dois casos suspeitos da doença, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Ambos foram descartados após exames laboratoriais.

No Rio, um viajante procedente de Uganda apresentou sintomas como calafrios, tosse e diarreia e foi encaminhado para atendimento, seguindo os protocolos de segurança estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

O paciente foi transportado por uma ambulância preparada especialmente para esse tipo de ocorrência até o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência no Estado. Exames realizados pela Fiocruz descartaram a infecção por Ebola e confirmaram o diagnóstico de malária. Após receber tratamento adequado, o paciente teve alta hospitalar.

Em São Paulo, um homem de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas também foi investigado como caso suspeito de Ebola. Testes feitos pelo Instituto Adolfo Lutz identificaram doença meningocócica. O paciente iniciou tratamento e apresentou melhora clínica.

Em nota ao Verifica, o Ministério da Saúde informou que o Brasil tem protocolos específicos para detecção, investigação e resposta a casos suspeitos de Ebola. Eles incluem o isolamento imediato dos pacientes, a notificação às autoridades sanitárias e o monitoramento de contatos. O ministério afirmou que mantém articulação permanente com as secretarias estaduais de saúde e com os hospitais de referência para a doença.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, duas ambulâncias foram adaptadas e posicionadas em pontos estratégicos da capital para garantir uma resposta rápida caso haja necessidade.

O Ministério da Saúde ressalta que o risco de transmissão do Ebola no Brasil é considerado baixo, mas destaca a importância de manter equipes e serviços capacitados para responder a eventuais notificações da doença.

Apesar de o risco de transmissão ser considerado baixo pelas autoridades de saúde, a postagem que fala em "alerta" para transmissão do Ebola gerou interpretações equivocadas sobre o treinamento de equipes do Samu.

Algumas mensagens chegaram a sugerir que o Brasil enfrentaria um agravamento do cenário epidemiológico após a realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos.

Alegações de alarde sobre saúde pública costumam surgir antes e após grandes eventos de massa. Durante o carnaval de 2025, por exemplo, circularam áudios falsos afirmando que o governo federal estaria ocultando uma nova onda de covid-19 e dengue no País.

Estadão
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