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Brechas nas sanções abastecem armamentos russos, diz Kiev

15 mar 2026 - 17h31
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Presidente ucraniano pediu aos aliados mais rigidez na aplicação das sanções. Segundo ele, a Rússia continua incorporando dezenas de componentes estrangeiros em seus armamentos.O presidente ucraniano Volodimir Zelenski pediu a aliados neste domingo (15/03) maior rigidez na aplicação das sanções impostas contra a Rússia. Segundo ele, forças russas seguem incorporando componentes de origem estrangeira para lançar ataques em massa contra a Ucrânia.

Segundo Zelesnki, Rússia segue contornando sanções internacionais
Segundo Zelesnki, Rússia segue contornando sanções internacionais
Foto: DW / Deutsche Welle

Somente na última semana, a Rússia lançou 1.770 drones e 86 mísseis contra o território ucraniano. De acordo com Zelenski, esses aparatos contém ao menos 60 componentes estrangeiros, obtidos por Moscou ao driblar sanções.

"Os esquemas utilizados para esses fornecimentos são conhecidos e devem ser desmantelados", defendeu em publicação no X.

O presidente também chamou atenção para o Oriente Médio, onde o Irã vem retaliando ataques dos EUA e de Israel com ofensivas de drones em toda a região.

"Se o mundo não dispõe de capacidade de defesa aérea suficiente para fechar o espaço aéreo contra mísseis balísticos na Europa e no Oriente Médio simultaneamente, devemos privar os russos da capacidade de montar mísseis em suas fábricas", continuou.

Guerra no Irã pressiona EUA e sanções

Países ocidentais impuseram amplas sanções à Rússia após a invasão contra a Ucrânia, há mais de quatro anos. Contudo, a guerra no Irã já pressiona o arsenal americano e, segundo especialistas, pode diminuir a capacidade dos EUA de apoiar Kiev.

"Estamos demonstrando nossa disposição de ajudar os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio. Esperamos muito que, por causa do Oriente Médio, os Estados Unidos não se afastem da questão da guerra na Ucrânia", disse Zelenski em uma declaração separada.

Na última sexta-feira, Washington já havia flexibilizado as sanções contra o petróleo russo, autorizando que a commodity já carregada em navios pudesse ser vendida temporariamente sem penalidades. A medida, que busca aumentar a oferta no mercado global após a disparada dos preços causada pela guerra com o Irã, foi criticada por aliados europeus.

Zelenski também afirmou a aliados europeus que a pressão para reabrir o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo, equivale a uma forma de "chantagem", segundo declarações divulgadas neste domingo.

O oleoduto da era soviética, que cruza a Ucrânia, foi danificado em um ataque russo em janeiro, de acordo com Kiev. A Ucrânia afirma que os reparos podem levar até seis semanas, o que irritou Hungria e Eslováquia, dependentes do oleoduto para suprir suas necessidades energéticas.

Hungria e Eslováquia ameaçaram bloquear a ajuda da União Europeia à Ucrânia caso o oleoduto não seja reaberto rapidamente. A Comissão Europeia propôs enviar uma missão para inspecionar os danos.

"Se decidimos restaurar o fornecimento de petróleo russo, quero que saibam que sou contra isso. Mas se me impõem condições de que a Ucrânia não receberá armas, então, desculpem, fico de mãos atadas. Disse aos nossos amigos na Europa que isso se chama chantagem", declarou Zelenski a jornalistas ao ser questionado sobre a reabertura do oleoduto.

As tensões entre Kiev e Budapeste sobre o oleoduto aumentaram nas últimas semanas, com trocas de farpas entre Zelenski e o primeiro-ministro nacionalista húngaro Viktor Orbán, que disputa eleições parlamentares em abril.

gq (AFP, DPA)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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