Brasileira de 37 anos é morta na Bolívia; adolescente de 16 anos é o principal suspeito
Estudante brasileira é encontrada morta na Bolívia; principal suspeito é adolescente de 16 anos com quem, supostamente, mantinha uma relação
Chocante! Na última quarta-feira (02), a brasileira Jenife Socorro Almeida da Silva, de 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento na Bolívia. De acordo com a mídia local, a mulher tinha sinais de abuso, asfixia e esfaqueamento no corpo.
Essa semana, um adolescente de 16 anos foi detido e é considerado o principal suspeito de cometer feminicídio contra a mulher, com quem, supostamente, mantinha uma relação amorosa.
O que aconteceu?
Estudante de medicina e natural de Santana, no Amapá, Jenife foi encontrada morta em seu apartamento, na cidade de Santa Cruz de La Sierra. Em entrevista ao G1, Daniel Ortuño, promotor responsável pelo caso, explica que foi realizada uma autópsia forense, deixando claro os sinais de violência na vítima.
"A causa da morte foi determinada por asfixia mecânica por sufocamento. isso significa que uma segunda pessoa causou a morte", disse ele. Após ser visto deixando o apartamento da mulher no dia do crime, um adolescente de 16 anos se apresentou na delegacia e confirmou sua proximidade com a vítima.
Quem é o suspeito?
O adolescente não teve seu nome revelado pela imprensa, mas algumas trocas de mensagem entre ele e Jenife vieram à tona. Segundo o jornal boliviano Unitel, ele teria afirmado para a brasileira que tinha 20 anos, na intenção de marcar um encontro com ela.
Em depoimento, o jovem negou ter cometido o crime e afirmou que, durante uma relação sexual com a mulher, ela teve um mal súbito. Em seguida, ele teria deixado o apartamento. A família da vítima nega que os dois tinham uma relação próxima, pois Jenife teria conhecido o suspeito recentemente.
Família e amigos lamentam o crime
Ao portal, amigos e familiares de Jenife lamentaram o ocorrido e pediram por justiça. "Nós merecemos uma resposta da Bolívia. Nós queremos localizar as filmagens de onde ela morava, pois lá tinha câmera. Cadê o que foi encontrado no celular dela? Queremos respostas. Queremos mostrar para a sociedade que Jenife foi em busca do sonho dela. Ela tinha concluído o curso de medicina e ia retornar para a família dela, mas foi impedida", declarou Francimone Almeida, sua amiga.
O cunhado da vítima ressaltou que ela fazia parte de uma família influente na cidade, e a notícia foi dada de forma cautelosa aos pais, que possuem condições de saúde delicadas. "Ontem ela [mãe de Jenife] teve a notícia que entrou na fila do transplante de coração, e ontem mesmo ela teve a triste notícia de que a filha tinha sido assassinada", lamentou. Jenife deixa dois filhos.