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Trânsito

SP: protestos de policiais, camelôs e professoras bloqueiam a Paulista

5 jul 2013 - 15h52
(atualizado em 5/7/2013 às 09h42)
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Professoras de creches municipais que são contratadas e não funcionárias públicas protestam contra o prefeito Fernando Haddad (PT) na frente do Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista, em São Paulo, nesta quinta-feira
Professoras de creches municipais que são contratadas e não funcionárias públicas protestam contra o prefeito Fernando Haddad (PT) na frente do Museu de Arte de São Paulo, na avenida Paulista, em São Paulo, nesta quinta-feira
Foto: J. Duran Machfee / Futura Press

Um grupo de professoras de creches municipais, que são conveniadas e não funcionárias públicas, realizou um protesto na avenida Paulista, na noite desta quinta-feira. Entre as reivindicações estavam a redução da jornada de trabalho, maior valorização da categoria e igualdade de direitos entre as funcionárias conveniadas e as da prefeitura.

Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos
Protestos por mudanças sociais levam milhares às ruas em todo o País

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o sentido Consolação da via foi interditado por volta das 20h, na altura da rua Ministro Rocha Azevedo. Até as 20h20, a Polícia Militar ainda não havia registrado o protesto. 

4 de julho - Protesto de policiais e agentes penitenciários bloqueia a avenida Paulista em São Paulo
4 de julho - Protesto de policiais e agentes penitenciários bloqueia a avenida Paulista em São Paulo
Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

Nesta tarde, policiais civis e agentes penitenciários ligados a sindicatos realizaram uma passeata unificada, também na avenida Paulista. De acordo com a agência Futura Press, eles pediam que seja definida uma série de medidas que visam a pressionar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) a conceder reajustes salariais e benefícios para as carreiras.

Segundo a Polícia Militar, os manifestantes saíram da rua Galvão Bueno, próximo ao bairro da Liberdade, por volta das 11h, e se dirigiram à avenida Paulista. De acordo com a CET, o grupo fechou totalmente a via por volta das 14h52, mas o sentido Paraíso foi liberado às 15h05.

<b>4 de julho - </b> Por volta das 16h, a avenida Paulista, em São Paulo, foi ocupada por camelôs da Feira da Madrugada. O comércio, que fica no bairro Brás, foi fechado para reforma, e os vendedores pediam a reabertura do local
4 de julho - Por volta das 16h, a avenida Paulista, em São Paulo, foi ocupada por camelôs da Feira da Madrugada. O comércio, que fica no bairro Brás, foi fechado para reforma, e os vendedores pediam a reabertura do local
Foto: Marcos Bizzotto / Futura Press

Por volta das 16h, a avenida Paulista também foi ocupada por camelôs da Feira da Madrugada. O comércio, que fica no bairro Brás, foi fechado para reforma, e os vendedores pediam a reabertura do local. Segundo a CET, eles fecharam a avenida Paulista próximo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para protestar.

A CET solicitou aos motoristas que evitassem a região em função da presença dos manifestantes. Agentes de trânsito estavam no local acompanhando o bloqueio e orientando os usuários. 

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas. 

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Fonte: Terra
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