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Trânsito

Protesto por moradias reúne 2 mil pessoas em frente à prefeitura de SP

11 dez 2013 - 11h28
(atualizado às 17h40)
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Manifestantes protestam em frente à Prefeitura de São Paulo
Manifestantes protestam em frente à Prefeitura de São Paulo
Foto: Tiago Chiaravalloti / Futura Press

Cerca de 2 mil pessoas protestavam por moradia no início da tarde desta quarta-feira, em frente à prefeitura da capital paulista. Segundo informações da Polícia Militar, o grupo reivindicava moradias populares e aguardava uma resposta do prefeito Fernando Haddad. Por volta das 13h30, o movimento seguia pacífico, segundo a PM, e interditava o viaduto do Chá, nos dois sentidos.

"A prefeitura não tem atendido as ocupações em situação de despejo, não tem apresentado alternativa habitacional e congelou o bolsa-aluguel (não estão sendo incluídos novos beneficiários)", explicou Guilherme Boulos, integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Os manifestantes, segundo os organizadores do protesto, vieram de 12 ocupações das zonas sul e norte da cidade.

Boulos explicou que um dos principais problemas para a viabilização de empreendimentos habitacionais é a falta de terrenos. "Mesmo nas ocupações em áreas municipais, a negociação tem sido extremamente difícil", avaliou. Ele citou como exemplo as comunidades Dona Deda e Capadócia, ambas na zona sul e criticou as recentes ações de despejo, como as que ocorreram na Vila Andrade e na Estaiadinha.

Manifestantes fazem passeata pela avenida Paulista em protesto por moradias populares
Manifestantes fazem passeata pela avenida Paulista em protesto por moradias populares
Foto: Tiago Chiaravalloti / Futura Press

A dona de casa Francisca Alves dos Santos, 55 anos participa do movimento para tentar se livrar do aluguel de R$ 600 que consome mais da metade do salário familiar de R$ 1 mil. "Sempre falta para outras coisas que são importantes também: alimentação, roupa", relatou. Situação parecida é vivida pela garçonete Rosália da Silva, 35 anos. "Pago R$ 350 de aluguel, mas recebo R$ 800", disse. Ela participa da ocupação Faixa de Gaza, no bairro Paraisópolis.

Boulos destacou que a bolsa aluguel é fundamental para o atendimento de famílias em maior risco, enquanto a situação não é resolvida em definitivo. Ele avaliou ainda que os reajustes crescentes nos valores dos aluguéis têm agravado o problema da moradia em São Paulo. "Propomos uma política de controle desses reajustes com base na inflação. É uma lei viável que precisa de enfrentamento do mercado imobiliário. Se os governos não fizerem isso, vamos continuar tento famílias expulsas, sendo obrigadas a fazer novas ocupações e logo serão despejadas", informou.

A marcha começou no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e por volta das 11h20 o grupo já descia a rua da Consolação. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o número de participantes chega a 3 mil. Os manifestantes bloquearam o trânsito na avenida Paulista, no sentido Consolação. No final da manhã, eles bloqueavam totalmente a rua da Consolação, e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-SP) emitiu um alerta pedindo que os motoristas evitem trafegar pela região.

Após cobrar medidas do governo municipal, a manifestação segue para a sede da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo estadual, também no centro da capital paulista. Eles devem reivindicar, além da inclusão de novos beneficiários no programa de auxílio-moradia, mais recursos para o Programa Casa Paulista, similar ao Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

Com informações da Agência Brasil.

Colaborou com esta notícia o internauta Paulo Marques, de São Paulo (SP), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

Fonte: Terra
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